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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cientistas provocam 'autodestruição' de células de HIV.

Técnica criada em um laboratório israelense ainda está em fase preliminar de estudos.

Cientistas de Israel afirmam ter descoberto uma nova forma de eliminar células infectadas com HIV, em um processo que provoca a autodestruição de células contaminadas.Pela técnica desenvolvida pelos cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém, as células infectadas com HIV recebem um DNA viral, que faz com que a célula morra. A técnica não afetou as células não-infectadas.

Até o momento, a técnica foi desenvolvida apenas em pequena escala, com poucas células. Nenhum teste foi realizado em humanos.A pesquisa será publicada nesta quinta-feira na revista científica Aids Research and Therapy.Os pesquisadores afirmam que a técnica poderia levar a um tipo de tratamento contra o vírus HIV.

O melhor tratamento disponível atualmente - à base de antirretrovirais - é eficaz no combate à replicação de células infectadas, mas ele não consegue eliminá-las.Segundo o artigo, assinado pelo professor Abraham Loyter e sua equipe, o método desenvolvido no laboratório "resultou não só no bloqueio do HIV-1, mas também exterminou as células infectadas por apoptose [autodestruição]".

O artigo faz a ressalva, no entanto, de que há mais de um tipo de vírus HIV e que o trabalho da equipe está apenas nos estágios iniciais.Os pesquisadores acreditam que o trabalho pode ajudar no desenvolvimento de um novo tipo de tratamento no futuro contra a Aids.
 
Fonte:G1/BBC

sábado, 14 de agosto de 2010

Ministério da Saúde quer que Exército reveja testes de HIV para ingresso na escola de sargentos.

Brasília - O Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde divulgou nota criticando as Forças Armadas por exigir testes de HIV para ingresso na Escola de Sargentos do Exército. Para o departamento, a decisão fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos e “precisa ser revista, pois não reflete a realidade de pessoas que vivem com HIV”.

“O fato de ter o HIV não necessariamente significa que a pessoa esteja inapta para o trabalho. Pelo contrário, o trabalho pode trazer mais qualidade de vida ao paciente com HIV e aids”, diz o comunicado. O Ministério da Saúde recomenda que o exame seja voluntário, confidencial e sigiloso.

Na nota, o departamento afirma também que a expectativa de vida das pessoas com aids têm aumentado. Um estudo encomendado pelo ministério, entre 1998 e 1999, constatou que a sobrevida de pessoas que têm a doença nas regiões Sul e Sudeste dobrou entre 1995 e 2007. Cerca de 2 mil pacientes adultos foram observados.

Em comunicado, o Ministério da Defesa alega não existir ilegalidade ou inconstitucionalidade na exigência de exames HIV para admissão nas Forças Armadas por conta das particularidades da atividade militar.

Segundo a Defesa, os militares estão sujeitos a situações em que possam sofrer sangramento, o que aumentaria as chances de contaminação da doença em outras pessoas - além de os militares serem doadores de sangue em potencial em treinamentos ou emergências.

“Em razão dessas características tão peculiares às atividades militares, sustenta-se a realização de teste de HIV como exame pré-admissional. A não admissão de seus portadores nas Forças Armadas almeja proteger tanto a saúde dessas pessoas como a saúde de terceiros, bem como assegurar a higidez e vigor dos treinamentos militares e do pleno emprego das tropas, sendo garantido o absoluto sigilo do resultado”, diz a nota do Ministério da Defesa.

Fonte:Agencia Brasil.
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Edição: João Carlos Rodrigues

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Maioria dos HIV positivos tem relação estável e emprego

No Brasil, quase 60% das pessoas que vivem com HIV possuem relacionamento afetivo estável - a maioria delas com parceiros soronegativos. Cerca de 75% estão empregados e 68% residem com familiares ou amigos, ou seja, contam com apoio de pessoas próximas. Os dados são de um levantamento feito com 292 pacientes em tratamento na Casa da Aids, do Hospital da Clínicas de São Paulo. “Os infectados pelo vírus já se permitem pensar no futuro”, afirma Eliana Gutierrez, diretora da Casa.“Os resultados mostram que esses pacientes estão inseridos na sociedade do ponto de vista afetivo e econômico, seja porque dissimulam sua condição ou porque estão sendo aceitos.”

Para ela isso pode ser explicado pelo fato de os soropositivos, hoje, estarem fisicamente mais aptos para o trabalho e demais atividades do dia a dia. “Com os avanços na terapia antirretroviral, a aids se tornou uma doença crônica. Muitos portadores estão envelhecendo e se tornando pacientes complexos.”A maioria dos 3,3 mil pacientes acompanhados pelo serviço é formada por homens (70%) que têm, em média, 44 anos e há mais de 10 convivem com a doença. Mais da metade tem 11 anos ou mais de estudo.Especialistas ouvidos pelo Estado, no entanto, afirmam que a realidade dos soropositivos no País, de forma geral, não é tão animadora. “A epidemia está crescendo principalmente entre aqueles com baixa escolaridade e menor acesso à informação”, afirma o infectologista Ronaldo Hallal, assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. “Ainda se percebe uma grande fragilidade no que se refere ao apoio social a esses pacientes."

Fonte: Diário Popular - Pelotas.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cresce número de pessoas com AIDS com mais de 50 anos no Brasil

Homens e mulheres na terceira idade estão fazendo sexo sem prevenção e se contaminando com o vírus.

Dia 1º de dezembro foi o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. A data foi criada pela Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU, para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas e no Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.

A AIDS (na sigla em português: SIDA – Síndrome da Imunodeficiência* Adquirida) não atinge apenas os jovens, pois vem sendo registrado um aumento significativo da doença entre a população da terceira idade. Segundo dados do Ministério da Saúde, 2% da população acima de 60 anos são portadores do vírus HIV, o que significa que 5.500 idosos têm a doença no Brasil. Homens e mulheres na terceira idade estão fazendo sexo sem prevenção e se contaminando com o vírus da AIDS. E não é só isso.
Os números da doença em pessoas com mais de 50 anos crescem no país. A nova geração de idosos que hoje já têm recursos para prolongar a qualidade de vida, acaba por aumentar também sua sexualidade, pois as pílulas azuis (Viagra) fazem grande sucesso. Se estão ativos para dançar, passear e estudar, também estão para namorar, mas ninguém pensa na vovó e no vovô fazendo sexo. O homem mais velho tem mais dificuldade de aceitar o preservativo, porque ele associa isso à sua juventude, quando não se usava muito a camisinha e a AIDS ainda não existia.

Outro fator importante é que ainda existe o tabu de se falar sobre sexo na terceira idade, seja pela mídia, pela família e até nos consultórios médicos, que devem estar atentos, pois uma das manifestações da AIDS na velhice é o quadro de Demência, ou postos de saúde onde uma orientação poderia ser feito sem preconceitos.

Preocupados com os resultados dessa pesquisa o Programa Nacional de DST/ AIDS e a Coordenação de Saúde do Idoso, ambos ligados ao Ministério da Saúde, firmaram uma parceria e elaboraram uma campanha que deverá ficar pronta no segundo semestre do ano que vem, e prevê ações que incentivam o uso do preservativo feminino e masculino, com distribuição gratuita em programas voltados para a terceira idade, bem como a inclusão do teste de HIV nos procedimentos feitos nessa faixa etária.

De 1980 a junho de 2009, foram registrados 544.846 casos de AIDS no Brasil. Durante esse período, 217.091 mortes ocorreram em decorrência da doença. Por ano, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos de AIDS. Em relação ao HIV, a estimativa é de que existam 630 mil pessoas infectadas no país.


Fonte:http:www.portalterceiraidade.org.br

A Aids ainda é um enigma

Cientistas tentam compreender como o vírus HIV se esconde nas células para um dia reduzir seu poder de ataque.

Viena – Os Cientistas reunidos na Conferência Internacional sobre Aids, em Viena, tentam compreender de que forma o vírus da imunodeficiência humana (HIV, causador da Aids) se esconde nas células do corpo humano, com a esperança de um dia reduzir sua intensidade.– O assunto chave são essas células que lhe servem de reservatório: este é o maior obstáculo que temos que superar – disse Kevin Frost, da ONG americana amfar.

É um tema novo, cada vez mais presente, e que interessa muito mais que nas outras conferências internacionais – observou a virologista francesa Christine Rouzioux.Um seminário reuniu 200 cientistas, médicos, representantes dos doentes e das agências de financiamento para discutir as pesquisas mais recentes sobre estas células reservatórios disseminadas em todo o corpo, sobretudo nos tecidos linfoides, na medula óssea e no tecido digestivo.Para a prêmio Nobel Françoise Barré-Sinoussi, especialista na área, a cura da Aids é quase impossível:

Custo crer que poderemos eliminar o vírus.Pelo menos se pode esperar reduzir o número de células em estado latente para que as pessoas infectadas possam controlar sua infecção, como fazem naturalmente as pessoas chamadas “a elite dos controladores”, que representam menos de 1% dos soropositivos

Campanha – O publicitário brasileiro Nizan Guanaes foi escolhido para fazer parte de uma comissão de personalidades com a meta de promover programas de prevenção contra o vírus HIV. Além de Guanaes, a comissão da ONU terá o arcebispo Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz; a descobridora do vírus HIV e prêmio Nobel de Medicina, Francoise Barré-Sinoussi; o ex-presidente da França Jacques Chirac; a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet; o fundador do Facebook, Chris Hughes, e o ex-astro do basquete Magic Johnson

A Aids contamina 7 mil pessoas por dia no planeta. Em 30 anos, matou 25 milhões e ainda contamina 2,7 milhões de pessoas por ano

Fonte: O Pioneiro (Jornal de Caxias do Sul)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Hospital quer ampliar testes de HIV para maridos de gestantes

JORNAL DO COMERCIO

Por mais de um ano, a equipe de infectologia do Hospital Conceição de Porto Alegre levantou informações sobre as gestantes que apresentaram teste negativo de HIV e seus companheiros. O estudo resultou em uma descoberta que surpreendeu os médicos. Pelo menos 2,5% dos homens pesquisados estavam contaminados.

Esse resultado foi possível de ser identificado graças ao Tri Pai, nome que está sendo dado ao teste rápido para o pai, que procura oferecer o serviço preventivo aos homens. A descoberta acende uma luz de alerta para algo simples que vinha sendo esquecido: a inclusão dos homens na relação de exames pré-natais. Esses exames já são oferecidos a gestantes em qualquer posto de saúde.

Em oito casos, entre os 1,6 mil casais avaliados pela equipe coordenada pelos médicos Breno Riegel Santos, Marineide Melo Rocha, Ivana Varella e Ivete Canti, os homens estavam infectados pelo HIV. Todos eles declararam que não sabiam que eram soropositivos.

"Se a mulher contrair o HIV durante a gravidez, ela adquiriu do parceiro e isso ocorreu porque tanto ela quanto o próprio homem não sabiam que ele estava com o vírus. E isso ocorreu porque ele não foi testado. Temos de oferecer o teste para o parceiro também. O pré-natal tem de ser para o casal", afirma Santos, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Conceição.

Segundo os médicos, a informação também auxilia na prevenção. Há três anos, apenas 40% dos abordados aceitavam fazer o teste para diagnosticar o HIV. Hoje, o índice é de 66%, mas a meta é trabalhar para atingir 75%. O exame que detecta o vírus é simples e pode ser feito em menos de 20 minutos. Um pingo de sangue numa fita com reagente já apresenta o resultado.

Outro dado preocupante reforça a necessidade de uma atenção especial para os companheiros: 75% das gestantes entrevistadas revelaram que não utilizam preservativos com os companheiros nas relações sexuais. Um risco principalmente para a criança, que pode ser contaminada durante a gestação e a amamentação. Para a mulher que adquire a doença ao longo da gravidez, a chance de a criança nascer soropositiva é 35% maior do que naquelas mães que já identificam a doença antes de engravidar.

Segundo a equipe responsável pela pesquisa, o estudo foi recebido com surpresa pela comunidade médica durante uma apresentação em um congresso internacional de infectologia, pela simplicidade da constatação, que alerta para uma importante porta de transmissão da doença que não está sendo protegida. "Colegas nos abordavam e diziam: ‘Como é que nunca pensamos nisso antes? Estava na nossa cara e não víamos!' Isso mostra como esse estudo tem uma grande importância epidemiológica para a saúde pública. Temos o maior interesse de que isso seja amplamente divulgado para que as políticas públicas passem a incluir o pré-natal para o casal", afirma a infectologista Marineide.

Santos destaca a dificuldade que o homem tem para fazer o teste preventivo. "Já é difícil o homem se conscientizar em fazer o exame do HIV. Quando toma a decisão, precisa ir a um posto pelo menos cinco vezes, desde a retirada da ficha para a realização do procedimento até o retorno ao médico com o resultado. Já a mulher, no pré-natal, tem esses serviços muito mais facilmente. O casal, recebendo atenção em conjunto, garante a saúde do bebê", enfatiza Santos.

Para o médico, a não disponibilização do teste rápido para os parceiros das gestantes é um absurdo. "Até agora não fomos procurados por ninguém do Ministério da Saúde. Esperamos que, através da impressa, esses dados cheguem aos ouvidos dos gestores. Hoje o ginecologista não pode pedir um teste para o homem. Isto não tem cabimento, principalmente aqui em Porto Alegre, onde temos os maiores índices de contaminação pelo HIV do País. O teste rápido custa R$ 5,00. O custo não é um problema. O problema é a falta de vontade política", ressalta.

A Organização Mundial da Saúde determina que o exame HIV/Aids seja oferecido a todas as mães pelos médicos. Essa política é seguida pelo Ministério da Saúde. O objetivo é incentivar que a prevenção alcance toda a população.