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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Amamentar no peito ajuda mãe a prevenir câncer de mama e a perder peso.

Nutricionista dá dicas de como manter uma alimentação adequada no período.

Além dos inúmeros benefícios que a amamentação no peito traz ao bebê, esse hábito também apresenta grandes vantagens para as mamães. Segundo a nutricionista Graziela Dias Parisotto, devido ao gasto calórico que a mulher sofre para alimentar o filho, é preciso estar atento a uma alimentação saudável e balanceada. O aleitamento materno estimula a liberação de uma substância que faz o útero se contrair, explica a nutricionista, fazendo com que a mãe recupere a forma anterior a gravidez mais rapidamente. O gasto calórico envolvido na tarefa também ajuda a mamãe a perder o peso que ganhou durante a gestação. A redução de incidência de câncer de mama e prevenção da osteoporose também é relacionada ao ato de amamentar no peito.

— No período de aleitamento exclusivo, onde o bebê não consome nenhum outro alimento ou líquido, o depósito de gordura que a mãe acumulou durante a gestação também vai servir para fornecer energia para a produção do leite. Por isso, quanto mais a mulher der o peito exclusivamente, maior será o gasto energético dela e, conseqüentemente, o depósito de gordura se reduzirá — explica Graziela

A mulher que está amamentando necessita de um aporte maior de energia, de acordo com a nutricionista. Enquanto na gravidez a quantidade de energia a mais necessária era de 300 calorias, no período da amamentação essa quantidade sobe para 500 calorias. Conforme o aleitamento deixa de ser exclusivo e ocorre uma redução na produção de leite, a quantidade de calorias da alimentação da mãe pode ser reduzida para que continue o processo de redução de peso.

— A mãe deve ter o cuidado de ingerir pelo menos cinco refeições diárias (café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar), e não deve "pular" nenhuma refeição. Quanto mais variado o cardápio, mais nutrientes você oferece ao seu bebê — recomenda ela. Existem alguns alimentos que devem ser evitados pela mãe, no período da amamentação — pois podem causar desconforto em alguns bebês — como as bebidas alcoólicas, alimentos com cafeína, e os ricos em enxofre.

O que evitar durante a amamentação:
Bebidas alcoólicas: podem comprometer a produção de leite materno e, além disso, o álcool passa para o bebê através do leite, como todo alimento e substância consumida pela mãe.

Cafeína: a ingestão de cafeína faz com que o leite materno tenha quantidades dessa substância, o bebê pode ficar sem sono e irritado e, por isso, a melhor opção é restringir alimentos que contenham cafeína e optar pelos alimentos descafeinados.

Alimentos que contém cafeína: café, chás (mate, verde), chocolates (cacau), refrigerantes.

Alimentos ricos em enxofre: durante a amamentação algumas mulheres reclamam do desconforto causado por gases. Por isso, nesse período, procure evitar alimentos ricos em enxofre, pois eles estimulam a produção de gases. Os feijões, brócolis, couve-flor, couve manteiga, rabanete, repolho, espinafre, alimentos muito gordurosos e frituras são alguns exemplos.

Mito do leite "fraco"
Segundo Graziela, existem alguns mitos que envolvem a amamentação, como o de que algumas mães tem o leite fraco. — O que pode acontecer é que seu bebê esteja querendo mamar mais e a sua produção de leite não esteja satisfazendo as necessidades dele.

Para aumentar a produção do leite, Graziela recomenda que:

— a mãe aumente o número de mamadas durante o dia;

— deixe que o bebê mame por mais tempo. Os bebês têm tempos diferentes de mamar, explica Fernanda. Os mais calmos terão um tempo maior para esvaziar o seio. Os seios vazios são o maior estímulo para se produzir mais leite.

— a ingestão de água não interfere no volume de leite produzido, mas deve ser ingerido pelo menos 1,5 litro por dia para a reposição da água gasta e para manter a mãe bem hidratada.


Fonte:ClicRBS  - BEM-ESTAR

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Amamentação até os 2 anos poderia salvar 1,5 milhão de crianças por ano em todo o mundo.

A amamentação exclusiva até os 6 meses de idade e complementar até os 2 anos poderia salvar a vida de 1,5 milhão de crianças anualmente em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que apenas 35% das crianças com até 6 meses de vida recebam exclusivamente o leite materno.Na Semana Mundial da Amamentação, o órgão divulgou que mais de dois terços das 8,8 milhões de mortes anuais de crianças menores de 5 anos são provocadas pela subnutrição. A doença está associada, inclusive, a práticas de alimentação inadequadas, como a mamadeira, nos primeiros cinco meses de vida.De acordo com a OMS, aumentar os índices de aleitamento materno é a chave para melhorar a nutrição de crianças em todo o mundo. Os hospitais que receberam o título de Amigos da Criança, segundo o órgão, têm o potencial de oferecer a milhões de bebês um início de vida mais saudável.

No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revela que os bebês nascidos nessas instituições mamam por um período maior do que as crianças nascidas em outras maternidades. Atualmente, 335 hospitais brasileiros têm o título, conferido pela OMS em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).O leite materno é considerado pela OMS como o alimento ideal para recém-nascidos e crianças pequenas. Ele é seguro e oferece ao bebê todos os nutrientes que precisa para um desenvolvimento saudável, além de conter anticorpos que protegem as crianças de doenças comuns na infância. De acordo com o órgão, a falta de orientação e de apoio por parte de profissionais de saúde é uma das razões que levam mães a interromperem a amamentação poucas semanas após darem à luz.


Fonte:Diário Popular.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Dê o peito, dê o exemplo

SITE DA REVISTA SAÚDE DA EDITORA ABRIL

O leite materno é um alimento que faz toda a diferença para o desenvolvimento de crianças saudáveis

“Você alimenta seu filho exclusivamente no peito?” A pergunta foi repetida milhares de vezes para mães com bebê de até 6 meses. E as respostas indicam que menos da metade das brasileiras, 41%, optam pelo aleitamento materno durante esse período. Muitas desistem logo no primeiro mês da experiência. Os dados são do Ministério da Saúde. Se esse cenário mudasse, a infância brasileira seria outra.

O leite materno faz mais do que nutrir o bebê para ele crescer forte. Ele afasta uma série de doenças, como a diarreia, que no Brasil ainda é a terceira causa de mortalidade entre crianças menores de 5 anos. Isso porque é carregado de anticorpos que, diga-se, também são muito eficazes para barrar infecções nas vias respiratórias e nos ouvidos. E, como essa verdadeira blindagem fosse pouco, diversos trabalhos científicos apontam que o bebê amamentado no peito por seis meses tem um risco muito menor de se tornar uma criança alérgica, com asma e até mesmo gorducha além da conta.

Até o cérebro sai ganhando: crianças que são amamentadas no peito tendem a ter um maior desenvolvimento cognitivo. Por quê? Provavelmente por causa dos ácidos graxos desse alimento, que ajudam cada célula nervosa da massa cinzenta a formar uma capinha gordurosa, a mielina, sem a qual os neurônios não conversam direito entre si.

De quebra, quando o bebê suga o seio materno, ele bota para exercitar toda a musculatura da face e a mandíbula – o que facilita, mais tarde, a mastigação, a fala e o bom posicionamento da arcada dentária. É isso aí: mamar no peito afasta até mesmo problemas ortodônticos.Mas ninguém pode se esquecer do principal: amamentar é, acima de tudo, estreitar o vínculo afetivo entre mãe e filho. É nessa hora que a correria do dia a dia se aquieta, o sono provocado pelas noites maldormidas não incomoda tanto e, finalmente, a mamãe tem tempo para curtir, olho no olho, o próprio filho.

Os motivos que fazem uma mulher não oferecer o peito ao recém-nascido são diversos: às vezes dói, os bicos racham, a mama fica inchada... Nada que não tenha solução e que o obstetra ou mesmo uma enfermeira especializada não possam ajudar a resolver, com lições sobre o jeito certo de segurar o bebê e fazê-lo abocanhar o bico do seio da maneira correta. São obstáculos muito pequenos, mínimos até, perto de tantos benefícios. Por isso, se você espera um bebê ou se o seu filho tem menos de 6 meses, faça questão de ser o nosso modelo – modelo de mãe em um país mais saudável.