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sábado, 7 de agosto de 2010

Falta de atualização de cadastro impede doações de medula óssea.

Hospitais têm dificuldade de localizar doadores que não atualizam dados.Muitos desistem por medo; médicos garantem que procedimento é seguro.

Quase dois milhões de pessoas estão cadastradas como possíveis doadores de medula óssea no Brasil. Mas, muitas vezes, o problema na hora do transplante é encontrar quem se cadastrou e ajudar pacientes como Leonardo, de 13 anos.O adolescente tem leucemia e há um ano procura um doador de medula – a única possibilidade de cura no caso dele. “Quero jogar bola, ir à praia, shopping... só", diz o menino, cheio de sonhos.Entre irmãos, a chance de haver compatibilidade é de uma em cada quatro pessoas. Mas fora da família, o índice cai para um em cada 100 mil pessoas.

Depois de muita espera na fila, ao receber a notícia de que finalmente há um doador compatível, o paciente pode não conseguir realizar o transplante porque o doador mudou de endereço, não atualizou seu cadastro e, dessa forma, não pode ser localizado.Este ano em todo o país, 337 pessoas foram identificadas no cadastro com medula compatível para doação. Mas 54 delas não puderam ser encontradas.

“Quem se cadastrar, quem quiser ser um doador, ajudar uma pessoa a se salvar de muitas doenças, como é o caso do transplante de medula óssea, tem que estar consciente de manter esse cadastro atualizado”, alertou o diretor do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Luís Fernando Bouzas.

Há também uma parcela que desiste quando recebe o chamado por medo. Mas os médicos garantem que o procedimento é seguro.A medula, que parece uma gelatina, é retirada dos ossos da bacia com uma espécie de agulha. O doador não sente nada e, geralmente, é liberado do hospital no dia seguinte.Já o paciente recebe a medula por um cateter, em um processo parecido ao de uma transfusão de sangue.

“Na hora que você acha um doador, que precisa de uma compatibilidade, que você punçou uma pessoa num universo de 100 mil pessoas, que ela diga ‘sim’ naquela hora tão importante para se sentir muito bem, com alma lavada: ‘Eu ajudei alguém a sobreviver’”, afirmou a coordenadora de coleta do Instituto estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), Vera Horta.

Fonte:G1

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Equipes vão monitorar potenciais doadores no RS.

Melhorar a identificação de possíveis doadores de órgãos e tecidos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é a arma que será usada para diminuir uma fila que no Rio Grande do Sul já ultrapassa 3 mil pessoas. Com o programa Organização de Procura de Órgãos (Opos), a Secretaria Estadual da Saúde (SES) espera dar mais um passo na política de reestruturação do fluxo de transplantes, facilitando a localização de órgãos transplantáveis em pacientes que tenham confirmada a morte encefálica.

Ameta é alcançar 150 transplantes por mês até o final do ano. Hoje, são cem operações do gênero. A criação do Opos partiu de uma resolução do Ministério da Saúde que foi adaptada pela SES e tem como objetivo criar seis comissões – formada por um médico intensivista, duas enfermeira e um auxiliar administrativo – com a missão de monitorar e identificar pacientes.

Segundo o coordenador da Central de Transplantes do Estado, Eduardo Elsade, as equipes serão encaminhadas conforme demanda da Central de Transplantes aos hospitais da rede pública estadual. Cerca de 66 têm UTIs que serão rastreadas e visitadas.

Para tornar o Opos viável, Brasília repassará R$ 120 mil, enquanto o Estado mobilizará uma contrapartida de R$ 40 mil mensais. O serviço deve começar a funcionar no final de setembro.

– Por causa da falta de estrutura em alguns hospitais, muitas vezes deixava-se de notificar ou identificar casos de morte encefálica. Por isso, a SES começou um trabalho para mudar esses números, que estão estagnados há três anos – justifica Elsade.

A presidente da Organização Não Governamental Via Vida, Lucia Elbern, acredita que o esforço é válido, e espera que a iniciativa traga resultados efetivos.

– Para um melhor resultado, é preciso que tanto a direção técnica do hospital quanto as comissões trabalhem pela mesma causa – acrescenta Lúcia.


Fonte: Zero Hora.

domingo, 1 de agosto de 2010

Brasil bate recorde de transplantes no 1º semestre

O Brasil realizou 2.367 transplantes de órgãos no primeiro semestre. Recorde, o número é 16,4% maior do que o registrado em igual período de 2009, segundo o Ministério da Saúde, que atribui o avanço à melhor capacitação dos profissionais do setor.

Apesar da alta, os procedimentos seguem concentrados: São Paulo tem 52% de todas as ocorrências e, juntos, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm outros 20%. Enquanto isso, Amazonas, Goiás e Rondônia não tiveram nenhum órgão transplantado.

O procedimento mais realizado foi o que envolve o rim, com mais da metade dos casos: 1.486 brasileiros receberam esse órgão durante os seis meses. O número cresceu 21% se comparado ao ano passado. Em seguida, o fígado teve 663 ocorrências, com aumento de 36%. Já o coração teve um caso a menos na comparação com 2009.

Uma das ações citadas pelo secretário nacional de atenção à saúde, Alberto Beltrame, foi o treinamento das equipes para a manutenção de pacientes em casos de morte encefálica. Outra foi a criação de organizações de procura de órgãos, entidades que fazem a intermediação entre centrais, hospitais e famílias.
 
Fonte:Diário Popular.