segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Auto-exame e mamografia são fundamentais para a prevenção ou descoberta do câncer de mama.

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum nas mulheres. Se diagnosticado em fases iniciais, tem ótimas chances de cura. Mesmo quando a avaliação não é tão precoce, novas terapidas têm possibilitado a muitas mulheres viver com a doença e apresentar uma boa qualidade de vida.

O melhor meio para detectar o câncer de mama é através da mamografia, que é capaz de deteectar o tumor antes mesmo que ele se torne palpável. Dessa forma, as chances de cura se tornam muito maiores, descartando a necessidade de retirada da mama para o tratamento. Apesar de ser um método eficaz, a mamografia não descarta o aauto-exame e o exame feito pelo ginecologista ou mastologista, já que alguns nódulos, apesar de palpáveis, não são detectados pela mamografia.

O auto-exame deve ser feiuto aproximadamente sete dias após cada menstruação, ou se a mulher não menstrua mais, pelo menos uma vez por mês em qualquer época. os principais sintomas do câncer de mama são: aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou embaixo do braço; mudança no tamanho ou no formato da mama; alteração na coloração ou sensibilidade da pele da mama ou da aréola; secreção contpinua por um dos ductos; retração da pele da mama ou do mamilo; inchaço significativo ou distorção da pele e/ou mucosas.

Informações no Instituto da Mama do RS, no www.instiutomama.org.br
por Carla Santin Ebone - Marau , dia 16/08/2010 às 15:37

domingo, 15 de agosto de 2010

Resultado parcial da campanha contra a pólio indica que mais de 7 milhões receberam vacinas.

Brasília – Mais de 7,1 milhões de crianças foram vacinadas até as 17h30 de ontem (14) contra poliomielite. Os números do Ministério da Saúde são preliminares e deverão ser alterados à medida que estados e municípios atualizem o banco de dados do ministério. O balanço final só deverá ser anunciado em duas semanas. Crianças até 5 anos que não tomaram as gotinhas devem procurar a unidade de saúde mais próxima da rede pública, onde a vacina ainda estará disponível.

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carmem Osterno, é comum alguns profissionais de saúde digitarem os dados somente após o término da vacinação, o que justificaria o número de vacinações estar ainda tão abaixo da meta do governo, que é de imunizar 14,6 milhões de crianças, o que corresponde a 95% dos menores de 5 anos.

Cerca de 115 mil postos de vacinação participaram da campanha. Ao todo, 24 milhões de doses de vacinas foram distribuídas. Somando aos números registrados na primeira fase da campanha – realizada no dia 12 de junho, quando 14 milhões de crianças foram imunizadas – foram distribuídas 48 milhões de doses.

Ao todo, foram investidos R$ 40,9 milhões nas duas fases da campanha. Destes, R$ 20,8 milhões foram gastos na compra de vacinas; e R$ 20,1 milhões em repasses para as secretarias estaduais e municipais de Saúde, parceiros do Ministério na realização da campanha.

Com a estratégia adotada pelo Brasil – que realiza campanhas nacionais anuais, divididas em duas etapas, com intervalo de dois meses entre as doses – foi possível eliminar o vírus da poliomielite no país e, desde 1989, não há registros da doença. Isso rendeu a certificação internacional, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de erradicação da doença em todo o território nacional.

A poliomielite ainda é uma doença comum em diversas partes do mundo. Com a imunização, previne-se contra os riscos de importação de casos. Dados da OMS indicam que 26 países ainda registram casos da doença. Destes, quatro possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão.

Outros 22 países têm registro de casos importados: Tajiquistão, Angola, Chade, Sudão, Uganda, Quênia, Benin, Togo, Burkina Faso, Níger, Mali, Libéria, Serra Leoa, Mauritânia, Senegal, República Centro Africana, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Nepal, Guiné, Camarões e Burundi.

O ministério ressalta que é importante que todas as crianças menores de cinco anos tomem as duas doses da vacina durante a campanha nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente. Apesar de não haver contraindicações, recomenda-se que as crianças com febre acima de 38 graus Celsius ou com alguma infecção sejam avaliadas por um médico antes de receberem as gotinhas.

A vacina também não é recomendada para crianças que tenham problemas de imunodepressão, como pacientes de câncer e aids ou de doenças que afetem o sistema de defesa do organismo.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente, nos membros inferiores. A doença é transmitida por um vírus e a contaminação se dá principalmente por via oral.

A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela é administrada via oral, em gotas, e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde para a imunização de rotina. Segundo o calendário básico de vacinação, os bebês devem receber a vacina aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses, recebem o primeiro reforço.

Fonte: Agencia Brasil.

Ação da UCPel orienta famílias na Sanga Funda.

Na tarde de sábado (14), a comunidade da Sanga Funda respondeu com participação, alegria e curiosidade à primeira edição do Sanga Saúde. A atividade, realizada por alunos dos cursos de Enfermagem, Medicina e Serviço Social da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) levou informação, entretenimento e ações de saúde ao público presente no evento, instalado no CTG Unidos da Querência.

O evento ocorreu das 13h às 17h, mas pela manhã incorporou a campanha de vacinação contra a poliomielite, uma parceria com a Secretaria de Saúde. O Sanga Saúde foi idealizado pelos oito estudantes e três preceptores que integram o Programa de Educação pelo Trabalho (PET - Saúde da Família), projeto do governo federal, desenvolvido na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Sanga Funda.

O projeto teve início este ano na UBS da Sanga Funda. Durante a tarde a população do local teve acesso a dicas sobre hipertensão, diabetes, saúde bucal e alimentação, entre outros temas, além de obter informações sobre previdência social. Números musicais, brinquedos infláveis e os animadores do grupo Tholl fizeram a alegria da garotada.


Fonte:Diário Popular.
Por:Ana Cláudia Dias

sábado, 14 de agosto de 2010

Anvisa põe em consulta pública normas de remédios específicos.

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou em consulta pública proposta com normas para o registro de remédios específicos e também para o uso dos ácidos graxos Ômega 3 e da própolis como ingredientes de medicamentos.

Na proposta, a Vigilância Sanitária estipula regras de segurança, padrão de qualidade e comprovação de eficácia para que esses remédios possam ser vendidos ao cidadão. O Ômega 3 é encontrado em castanhas, peixes e óleos vegetais. Os ácidos ajudam a reduzir os níveis de triglicerídeos e colesterol ruim.

A própolis é uma espécie de cera que as abelhas extraem das árvores e usam para cobrir a entrada das colmeias.Os medicamentos específicos são indicados para reidratação e nutrição parenteral, além de antiácidos e protetores do fígado. A proposta pode ser consultada na página da Anvisa na internet. As sugestões também devem ser encaminhadas para a sede da agência, em Brasília.

Fonte:Agencia Brasil.

Ministério da Saúde quer que Exército reveja testes de HIV para ingresso na escola de sargentos.

Brasília - O Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde divulgou nota criticando as Forças Armadas por exigir testes de HIV para ingresso na Escola de Sargentos do Exército. Para o departamento, a decisão fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos e “precisa ser revista, pois não reflete a realidade de pessoas que vivem com HIV”.

“O fato de ter o HIV não necessariamente significa que a pessoa esteja inapta para o trabalho. Pelo contrário, o trabalho pode trazer mais qualidade de vida ao paciente com HIV e aids”, diz o comunicado. O Ministério da Saúde recomenda que o exame seja voluntário, confidencial e sigiloso.

Na nota, o departamento afirma também que a expectativa de vida das pessoas com aids têm aumentado. Um estudo encomendado pelo ministério, entre 1998 e 1999, constatou que a sobrevida de pessoas que têm a doença nas regiões Sul e Sudeste dobrou entre 1995 e 2007. Cerca de 2 mil pacientes adultos foram observados.

Em comunicado, o Ministério da Defesa alega não existir ilegalidade ou inconstitucionalidade na exigência de exames HIV para admissão nas Forças Armadas por conta das particularidades da atividade militar.

Segundo a Defesa, os militares estão sujeitos a situações em que possam sofrer sangramento, o que aumentaria as chances de contaminação da doença em outras pessoas - além de os militares serem doadores de sangue em potencial em treinamentos ou emergências.

“Em razão dessas características tão peculiares às atividades militares, sustenta-se a realização de teste de HIV como exame pré-admissional. A não admissão de seus portadores nas Forças Armadas almeja proteger tanto a saúde dessas pessoas como a saúde de terceiros, bem como assegurar a higidez e vigor dos treinamentos militares e do pleno emprego das tropas, sendo garantido o absoluto sigilo do resultado”, diz a nota do Ministério da Defesa.

Fonte:Agencia Brasil.
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Edição: João Carlos Rodrigues

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Saúde convocará grupo interministerial para discutir medidas de combate à dengue.

Rio de Janeiro - Diante da confirmação de três casos de vírus da dengue tipo 4 no país, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (13) que discutirá com um grupo interministerial medidas adicionais para "qualificar o controle".

Segundo Temporão, alguns estados tiveram alta prevalência de casos de dengue neste ano e podem voltar a preocupar no próximo verão, quando sobem os registros da doença. São eles: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, além de municípios paulistas.

Em relação ao Rio de Janeiro, que passou por uma epidemia em 2008, o ministro disse que decisões específicas foram tomadas. "O Rio também preocupa. Minha equipe esteve sentada com a prefeitura e o governo do estado, já estamos organizando uma série de medidas."

De acordo com Temporão, só a pasta investe R$ 1 bilhão no combate à dengue, em educação de profissionais e no atendimento aos pacientes infectados. "O trabalho não para. O país está preparado para enfrentar uma hipotética circulação do vírus 4 no próximo verão", reforçou.

Perguntado sobre a atuação da vigilância epidemiológica nas fronteiras, pois há suspeita de que o vírus do tipo 4 identificado em Roraima tenha vindo da Venezuela, o ministro informou que já é feito um trabalho de controle, inclusive, "de visita casa a casa" no estado.



Fonte:Agencia Brasil
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Edição: Juliana Andrade

Portadores de intolerância ao glúten se reúnem para alertar sociedade.

De acordo com estudo da Unifesp, de 214 brasileiros, um é celíaco.

De acordo com estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para cada grupo de 214 brasileiros, um é celíaco. A doença pode provocar repetidas internações e levar a pessoa à morte, se não for diagnosticada a tempo e de forma correta.

No Rio de Janeiro, a partir desta sexta, acontece o 9º Encontro Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Acelbras), cujo objetivo principal é promover a capacitação da sociedade celíaca no controle social, envolvendo o acompanhamento da gestão governamental e a execução das políticas públicas.

— Temos que exercer o nosso direito — afirmou hoje (12) a presidente da Federação das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), Nildes de Oliveira Andrade.

Os celíacos são pessoas portadoras de uma intolerância permanente ao glúten — proteína presente na maioria dos alimentos industrializados feitos a partir de trigo, aveia, centeio e cevada, inclusive o malte. A doença pode surgir em qualquer idade, disse Nildes.

— Temos um leque de doenças associadas que as pessoas poderiam não estar sofrendo, se tivessem uma investigação precisa. A osteoporose é uma delas.

Segundo a presidente da Fenacelbra, outros sintomas associados são anemia ferropriva, diarreia constante, baixa estatura e esterilidade.

— A consequência maior de um diagnóstico tardio é o câncer de todo o trato digestivo.

Os celíacos brasileiros já conseguiram, entretanto, um avanço. Desde setembro do ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) já conta com um protocolo clínico para a realização de exames que permitem o diagnóstico da doença.

Esse protocolo deve estar disponível em todas as unidades de pronto-atendimento do SUS nos municípios do país, ressaltou Nildes.

— Já é um avanço a gente ter esse diagnóstico, mas o difícil é a sociedade saber que tem esse serviço disponível.

Falta, segundo ela, maior divulgação e pesquisa em outras áreas, como o câncer de mama e sua relação com a doença celíaca.

O evento se estenderá até o próximo domingo e conta com apoio do Ministério da Saúde. A programação conta com palestras de representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Consaems) e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio de Janeiro (Consea/RJ).

Mais de 16 mil celíacos associados estão cadastrados na Fenacelbra, revelou a presidente da entidade.

Fonte:AGÊNCIA BRASIL

1º Sanga Saúde acontece no sábado.

A comunidade do bairro Sanga Funda recebe neste sábado (14) a primeira edição do Sanga Saúde, atividade promovida por alunos dos cursos de Enfermagem, Medicina e Serviço Social da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Na oportunidade, acontecerá vacinação contra a poliomielite, fornecimento de informações sobre prevenção e promoção da saúde, além de atividades artístico-culturais.

A vacinação contra a poliomielite será realizada a partir das 8h, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Quem for ao evento à tarde, entre 13h e 17h, poderá prestigiar apresentações musicais e se divertir com os brinquedos infláveis instalados no local. Os estudantes e profissionais integrantes do Programa de Educação pelo Trabalho (PET – Saúde da Família) desenvolvido na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Sanga Funda fornecerão à comunidade dicas sobre pré-natal, puericultura e doenças crônicas.

O 1º Sanga Saúde ocorre no CTG Unidos da Querência (avenida Ildefonso Simões Lopes, 4.840).

Fonte:Diário Popular.

Autoexame é mais eficiente antes dos 40

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte avaliaram que o custo-benefício de se submeter a mamografias antes dos 40 anos é baixo. Após examinar 117 mil mulheres de 18 a 39 anos que realizaram o exame entre 1995 e 2005 e acompanhá-las por um ano, aproximadamente, ficou constatado, que as pacientes apresentaram índices muito baixos de câncer de mama, mas se sujeitaram à indicação excessiva de novos exames, o que causou um investimento financeiro e emocional inútil.

Para se chegar a esses dados, os cientistas reduziram o universo de pesquisa para 10 mil mulheres de 35 a 39 anos. Nessa proporção, 1.266 teriam de realizar outros exames, 1.250 receberiam falsos positivos e somente 16 teriam um câncer detectado.

Com isso, os pesquisadores avaliam que o mais recomendado é o autoexame para aquelas com até 39 anos. Já a mamografia é recomendada como rotina a cada dois anos a partir dos 50 anos e que o exame clínico seja feito anualmente a partir dos 40.

Fonte:O Nacional-Passo Fundo.

30 de agosto: Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças.

Os acidentes representam a principal causa de morte de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos no Brasil. Para gerar alerta e ampliar a discussão sobre o tema, pelo segundo ano consecutivo, a Ong Criança Segura está convocando parceiros e instituições de todo o País a aderirem à campanha e unir esforços em benefício da causa. O Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças será lembrado no dia 30 de agosto.

O principal objetivo da campanha é que instituições organizem-se para desenvolver ações ligadas à prevenção de acidentes com crianças promovendo uma maior conscientização sobre o tema em suas comunidades. Todos podem participar. A ação pode ser um ato público na comunidade, uma atividade com alunos, um ensaio fotográfico sobre o tema, uma peça de teatro ou um documento direcionado ao prefeito da cidade, por exemplo.

Em 2009, a data foi lembrada por instituições de 10 cidades brasileiras, com palestras, materiais informativos, apresentações em locais públicos ou unidades de saúde e escolas.

A importância desta causa
Segundo DATASUS/Ministério da Saúde, em 2007 (dados mais atuais), 5.324 crianças de até 14 anos morreram vítimas de acidentes. A maior parte destes acidentes aconteceu no trânsito (2.134 mortes), seguido de afogamentos (1.382), sufocações (701), queimaduras (337), quedas (254), intoxicações (105), acidentes com armas de fogo (52) e outros (359).

No caso das hospitalizações por acidentes, foram 136.329 no total, a maior parte delas por quedas (73.455 internações), posteriormente, acidentes de trânsito (15.194), queimaduras (15.392), intoxicações (5.013), acidentes com arma de fogo (551), sufocações (548), afogamentos (528) e outros (25.648).

O acidente é uma séria questão de saúde pública que pode ser solucionada em 90% dos casos com ações de prevenção como a disseminação de informações sobre o tema, mudança de comportamento, políticas públicas que assegurem infra-estrutura e ambientes seguros para o lazer, legislação e fiscalização adequada.

Mais informações no site http://www.criancasegura.org.br/ .
 
Fonte: ClicRBS/Comunicação Portal Social

Vulnerabilidade do Brasil é grande, diz especialista sobre dengue.

Para diretor de centro de referência, casos de Roraima preocupam.
Instituto Evandro Chagas confirmou três casos do vírus tipo 4 no País.

A confirmação de três casos de dengue tipo 4 no Brasil trouxe à tona a preocupação de autoridades do Ministério da Saúde e de especialistas sobre a doença no país. Detectadas em quatro bairros diferentes de Boa Vista e diagnosticadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) de Roraima, amostras de soro foram levadas ao Instituto Evandro Chagas, em Belém, para contraprova.
Uma quarta análise, coletada de um morador do bairro de Pricumã, ainda aguarda o resultado, a ser divulgado na semana que vem. Entre as outras amostras, cinco são de dengue tipo 1 e uma do vírus 2. Os demais soros não atestaram a presença de doença, mas os procedimentos de cultura de coleta ainda não terminaram no IEC.

Identificado no Brasil pela primeira vez em 1981, o vírus não difere dos demais tipos causadores de dengue quanto aos sintomas que produz no corpo. O perigo trazido pelos casos de Roraima está no fato da população brasileira simplesmente não ser imunizada contra a dengue tipo 4. Ao surgir novamente em pessoas que já tiveram a doença causada pelos tipos 1, 2 ou 3, casos hemorrágicos podem surgir, podendo levar os pacientes à morte.

Preocupação
Para Luiz José de Souza, diretor do Centro de Referência da Dengue de Campos de Goytacazes (RJ), a situação da dengue no Brasil é preocupante. "Independente do quadro, a situação já é muito complicada, acredito que esse verão já deva contar com alguma epidemia aqui no sudeste", afirma o médico.
Para o especialista, mudanças de temperatura, chuvas frequentes e alagamentos são fortes indícios para novos surtos de dengue mesmo em cidades grandes como a capital paulista. "Pelo nosso conhecimento epidemiológico, acredito que São Paulo está prestes a receber uma epidemia de dengue", alerta o especialista. "Acredito que neste verão já sejam registrados casos."
Sobre o vírus VDEN-4, Luiz afirma que o caso ainda está isolado em Roraima, mas requer cuidado especiais já que a vulnerabilidade do país é grande. "No passado, a circulação de pessoas era muito menor e mesmo assim estados como o Rio de Janeiro tiveram surtos de dengue", explica o diretor do CRD. "No caso dessa nova versão do vírus, todos os habitantes do Brasil são vulneráveis."

"O VDEN-4 entrou no Brasil em 1981, também em Boa Vista, mas foi minimizado pela presença do tipo 1, que quatro anos mais tarde se espalhou a ponto de chegar ao Rio de Janeiro", afirma Luiz.


Identificação do vírus
As cepas do VDEN-4 isoladas no IEC foram identificadas com exemplares isolados na Venezuela na última década, representantes do genótipo 2 do vírus.Para realizar a confirmação, o vírus foi isolado por meio da introdução de soros dos suspeitos de terem contraído dengue em uma cultura de clones das células de mosquitos Aedes albopictus conhecida como C6/36. A nota técnica do Ministério da Saúde sobre os casos de Roraima, ao citar o "padrão ouro", faz referência a este tipo de diagnóstico laboratorial.

O IEC também utiliza uma técnica molecular conhecida como RT-PCR, que reconhece o vírus por meio de fragmentos do genoma.Segundo Pedro Fernando Vasconcelos, chefe do Departamento de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do IEC, no caso do vírus 4, o isolamento feito em Belém é necessário para confirmar a doença e esclarecer qualquer dúvidas sobre a circulação pelo Brasil.O procedimento justifica, segundo o especialista, a refutação de casos como os identificados em 2008 na capital do Amazonas, rejeitados como amostras de VDEN-4 pelo IEC. "A confirmação laboratorial das amostras procedentes de Manaus foram negativas para o tipo 4 tanto no IEC como pela Fiocruz, no Rio de Janeiro", afirma Pedro. "Provavelmente o que aconteceu naquele caso foi contaminação laboratorial."

Combate em Roraima
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, foram intensificados os trabalhos de combate ao vírus desde a identificação do caso índice no dia 30 de julho pelo Lacen local. Na próxima semana, serão instaladas ovitrampas, vasilhas plásticas com água e um composto bioquímico, usadas como armadilhas aos mosquitos responsáveis pela transmissão do vírus.

Mosquitos da dengue desovam um recipientes com água parada como tampas de garrafas e pneus. Os ovos caem na água depois de três dias para o nascimento das larvas começa, mas também podem permanecer até 450 dias no recipiente antes da geração de novos exemplares do mosquito. É possível que mesmo um pneu seco contenha ovos e que consiga dar origem a larvas durante o próximo contato com a água.
O Lacen de Roraima recebeu 30 kits laboratoriais adicionais para realização de novos exames por um período de trinta dias. Na capital, equipes orientadas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual de Saúde, fazem buscas ativas, controle focal para eliminação de criadouros nos bairros dos casos índices, borrificação, aplicação de questionários e ações de educação em escolas.
Até o dia 12 de agosto, o estado apresentava 8.242 notificaçações de dengue, com 5 mil confirmações e 223 casos graves de doença. No mesmo período do ano passado, eram 5.131 notificacações, 2.745 casos confirmados, com 142 graves.

Fonte:G1

Segunda etapa de vacinação contra pólio acontece neste sábado.

Crianças menores de cinco anos devem ser imunizadas.

Último caso de paralisia infantil foi registrado no Brasil em 1989.

Crianças menores de 5 anos devem ser vacinadas, neste sábado (14), na segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Cerca de 115 mil postos de vacinação devem participar da mobilização em todo o país. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 14,6 milhões de crianças, o que representa 95% dos menores de 5 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, os pais devem procurar a Secretaria de Saúde do seu município para informações sobre locais de vacinação e horários de funcionamento dos postos.
A vacinação contra a paralisia infantil é administrada via oral, e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante todo o ano nos postos de saúde para as vacinações de rotina. O ministério alerta que todas as crianças menores de 5 anos tomem as duas doses da vacina durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.

A primeira etapa da vacinação ocorreu em 12 de junho. Crianças que não foram vacinadas na ocasião podem e devem ser imunizadas neste sábado. A vacina não apresenta contraindicações, porém recomenda-se que crianças que estejam com febre acima de 38 graus ou com alguma infecção sejam avaliadas por um médico antes de receberem as gotinhas. A vacina também não é recomendada para crianças que tenham problemas de imunodepressão (como câncer e Aids ou outras doenças que afetem o sistema imunológico).
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave, causada e transmitida por um vírus (o poliovírus). A contaminação se dá principalmente por via oral. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores.

Brasil sem poliomielite
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil está livre do vírus causador da pólio desde 1989, quando o último caso da doença foi registrado, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de eliminação da poliomielite. No entanto, segundo a pasta, enquanto houver circulação do vírus em qualquer região do mundo é necessário continuar com a vacinação.

Porém, a doença ainda é comum em outras partes do mundo. A imunização previne contra os riscos de importação de casos provenientes de outros países que ainda registram casos da doença, principalmente dos que têm relações comerciais ou registram um fluxo migratório com o Brasil, como é o caso de alguns países africanos e asiáticos.


Fonte:G1

Acordo vai estimular produção de insumos contra câncer no Brasil.

Assinatura de convênio entre a Fiocruz e o Inca ocorre nesta sexta.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participa nesta sexta em Manguinhos, no Rio, da assinatura de convênio entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) para a criação do Programa Interinstitucional de Produção e Inovação em Oncológicos. Será às 10h, no auditório da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp).

O acordo tem o objetivo de estimular a produção de insumos contra o câncer com base nas necessidades de atendimento aos pacientes.



Fonte:AGÊNCIA BRASIL

Saúde RS - Fisioterapia pelo SUS atende menos de 40% dos pacientes.

O Sistema Único de Saúde (SUS) não reduziu o número de atendimentos nos serviços de fisioterapia. O que ocorre em Pelotas é defasagem em relação ao teto estabelecido pela Secretaria de Saúde e à demanda, observa o administrador da Clínica e Pronto Atendimento Cruz de Prata, Roberto Ortiz. Segundo ele, há dez anos a instituição tem autorização para efetuar 250 atendimentos ao mês, enquanto é procurada por cerca de 700 pacientes. Ou seja, apenas 35,7% conseguem fazer sessões.

Contraponto
Além do Cruz de Prata, o atendimento de fisioterapia pelo SUS é prestado no Campus Olivé Leite e na Clínica Cemefir. O secretário de Saúde, Francisco Isaías, afirmou saber que o atendimento, em qualquer área do Sistema Único de Saúde (SUS), não é suficiente. Entretanto, ele diz não ser de responsabilidade da secretaria a programação de recursos cobertos com valores que sustentam o SUS. Ele explica que o teto estabelecido para o atendimento fisioterapêutico do pronto atendimento não é de responsabilidade do gestor municipal, e sim dos governos estadual e federal.


Fonte:Diário Popular.
Por: Tânia Cabistany.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Apneia do sono pode elevar riscos de hipertensão.

Dos 63% de brasileiros que reclamam do sono, 40% é hipertenso.

Os problemas relacionados ao sono, com especial atenção para a apneia, a depressão e a ansiedade são altamente prevalentes em pacientes hipertensos. Essas condições, de difícil diagnóstico, exigem cuidado especial do médico. Esta foi a tônica da mesa redonda de debates durante o XVIII Congresso Brasileiro de Hipertensão.

Para Márcio Gonçalves de Souza, médico assistente da Seção de Hipertensão Arterial e Nefrologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o profissional da saúde precisa reconhecer, identificar e saber tratar os distúrbios do sono. Ele mostra que 63% dos brasileiros reclamam do sono e que desse grupo, 40% é hipertenso.

A conjunção das duas doenças ocorre porque, com a apneia, a faringe, ao relaxar durante o sono, torna estreita a passagem de ar, provocando as vibrações típicas do ronco, até se fechar completamente e interromper o fluxo respiratório temporariamente. Numa reação de defesa, o organismo libera adrenalina, que contrai os vasos, restringindo assim o espaço por onde o sangue circula. Por isso, ocorre uma rigidez das artérias e como o volume sanguíneo precisa correr por vias contraídas, há o aumento da pressão.

Das pessoas com apneia, 70% possuem hipertensão resistente, 50% insuficiência cardíaca e 35% hipertensão arterial, o que mostra o risco de um episódio cardíaco durante o sono. Portanto, apesar da doença ainda ser subdiagnosticada, recomenda-se o tratamento.

A terapia mais eficaz e com maior comprovação científica para a síndrome das apnéias obstrutivas do sono é o CPAP, aparelho colocado no nariz do paciente durante o sono, consiste basicamente em manter abertas as vias aéreas, tornando-as permeáveis.

Segundo Geraldo Amaral, professor adjunto do Departamento de Saúde Mental e Medicina Legal FM/UFG, a depressão e ansiedade são temas aparentemente fáceis, mas é preciso cuidado para o diagnóstico correto. Ressalta que é fundamental a diferenciação entre estados de tristeza e humor deprimido, ou uma anedonia, que é a perda total por interesse e prazer nas suas tarefas rotineiras. Ao mesmo tempo em que a complexidade dos sintomas, as dores físicas podem auxiliar no subdiagnóstico.

A depressão, assim como a ansiedade, tem grande prevalência entre os hipertensos, variando de 20% a 44% dependendo da gravidade do quadro manifesto.

— Um dos grandes problemas é identificar corretamente e manter o tratamento das duas doenças simultaneamente, uma vez que a hipertensão precisa ter controle constante e a depressão apresenta alto grau de reincidência — argumenta o médico.

Fonte:Zero Hora
 
BEM-ESTAR

Planos de saúde podem suspender tratamento de doentes terminais.

Medida chamada de ortotanásia visa a redução no valor dos reajustes.
Órgãos de defesa do consumidor defendem preços mais baixos.

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo se posicionou a favor da suspensão do tratamento para doentes terminais como forma de diminuir os reajustes nos valores dos planos de saúde, que atualmente estão acima da inflação.O representante dos planos diz que a discussão precisa ser ampla e não teme ideias polêmicas para a redução de custos, como a cobrança de franquias, usadas em seguro de carros, e a suspensão de tratamento para doentes terminais ou sem chance de cura, a chamada ortotanásia.

Nós temos que fazer uma racionalização dos custos da na área de saúde. A ortotanasia é possível, quer dizer, você não aplicar métodos que não melhorem, que não deem qualidade de vida. Enfim, é uma discussão filosófica e econômica associada", diz o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Arlindo de Almeida.

Órgãos de defesa do consumidor fizeram simulações e constataram que no futuro pode ficar impossível pagar os planos de saúde caso os preços continuem subindo como nos últimos dez anos.Um consumidor de 30 anos que ganha R$3.000 paga hoje R$ 180,74 por um plano, e compromete 6% da renda. Se a inflação e os reajustes atuais forem mantidos, em 30 anos ele gastaria quase R$ 6.100 com o plano e comprometeria 54% da renda.

"Os planos de saúde estão subindo muito acima da inflação. Será impossível o consumidor manter o seu nível de vida e pagar o plano", diz a advogada do Idec, Daniela Trettel.

Procon e Idec participam das discussões que a Agência Nacional de Saúde (ANS) está fazendo para mudar os cálculos de reajuste, mas temem o futuro. "É um consenso que o método de reajuste tem que mudar, mas ainda falta muita transparência na forma como mudanças vêm sendo conduzidas", afirma o diretor do Procon/SP, Roberto Pfeiffer.

A aposentada Iracema Ortega já vinha precisando da ajuda dos filhos para pagar o plano de saúde, mas ao fazer 71 anos a conta saltou de R$ 1.022 para R$ 1.430. "Quando eu vi não acreditei. Foram R$ 400 a mais".

O valor do plano só caiu para R$ 871 por força de uma liminar conseguida na Justiça. "A Justiça entende que pelo Estatuto do Idoso, as empresas não podem aumentar o preço do plano, pela faixa etária, depois dos 60 anos", afirma o advogado Julius César Conforti.


Fonte:G1

Proposta regulamenta doação e transplante de medula óssea.

Jornal DCI – S.Paulo – 11/08/10

BRASÍLIA – A Câmara analisa o Projeto de Lei 6996/10, do deputado José Genoíno (PT-SP), que estabelece normas para a doação de sangue e células do corpo humano vivo, destinada exclusivamente a transplante de medula óssea. Atualmente, a doação e o transplante de medula são regidos pela Lei 9.434/97, que regulamenta os transplantes de órgãos em geral.

Genoíno afirma que o objetivo do projeto é reunir em uma única lei as normas já existentes tanto na Lei dos Transplantes como em normas do Ministério da Saúde. Ele argumenta as especificidades desse tipo de transplante justificam uma lei própria.

Regras gerais
Conforme o projeto, toda pessoa juridicamente capaz, entre 18 e 55 anos de idade, em bom estado geral de saúde, poderá, de forma gratuita, doar ou dispor sobre a doação de sangue e de células do próprio corpo vivo, para finalidade terapêutica ou de transplante de medula óssea em qualquer pessoa.

A doação somente será possível quando não impedir o doador de continuar vivendo sem qualquer risco para sua integridade em decorrência direta da doação, não implicar comprometimento de sua plena capacidade vital, física e mental, não lhe causar qualquer espécie de mutilação ou deformação e quando corresponder a uma necessidade terapêutica comprovadamente indispensável à possível sobrevivência da pessoa receptora.

O transplante somente se dará mediante consentimento expresso do receptor, o qual deverá constar em lista única de espera, que observará, rigorosamente, a ordem de sua posição nessa lista, somente sendo possível seu reposicionamento para cima ou para baixo nessa ordem em razão de não compatibilidade imunológica do imediato doador com o imediato receptor, tudo dependendo de aconselhamento médico sobre a excepcionalidade e os riscos do procedimento.

Pelo projeto, gestantes poderão ser doadoras, desde que o procedimento não coloque em risco o feto. O texto também torna possível a doação de células tronco retiradas de sangue de cordão umbilical ou placentário, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.

O deputado Beto Albuquerque ressalta, em entrevista à Rádio Câmara, a importância de se cadastrar como doador de medula óssea.O Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), hoje administrado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), permanece responsável pela organização do cadastro de doadores. O texto determina ainda que o exame para garantir a ausência do vírus HIV na doação seja feito juntamente com os testes de compatibilidade.

Estudo revela como vivem mulheres que sofrem com a artrite reumatóide.

Quase três de cada quatro mulheres que têm o problema sofrem com dores diárias, apesar da medicação.

Quase três quartos (72%) das mulheres diagnosticadas com artrite reumatóide sofrem com dores diárias, apesar do fato de 75% delas receberem medicamentos para alívio da dor. Os números são de um estudo apresentado por Paul Emery, professor de Reumatologia da Universidade de Leeds, no Reino Unido, durante o Congresso Anual da Liga Européia Contra o Reumatismo.

A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crônica de origem auto-imune que acomete principalmente articulações causando dores, deformidades progressivas e incapacidade funcional.

Os dados coletados por Emery abrangem mulheres de sete países: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, E.U.A. e Canadá. Para o estudo, foram ouvidas 1.958 mulheres, sendo que 75% tinham sido diagnosticadas com artrite reumatóide por mais de um ano.

A pesquisa destacou também o impacto emocional, social e físico da artrite reumatóide na vida destas mulheres. As participantes do estudo relataram que sofrem muito com a doença, além das dores físicas, foram relatados sentimentos de distanciamento e isolamento. A doença afeta também as relações íntimas:

— 40% das mulheres solteiras afirmaram que é mais difícil encontrar um parceiro;

— 22% das entrevistadas divorciadas ou separadas afirmaram que de alguma forma, a artrite reumatóide teve um papel na sua decisão de se separar de seu parceiro;

— 68% das mulheres com artrite reumatóide relatou esconder sua dor dos mais próximos; e

— 67% disseram que estão constantemente a procurar de novas “idéias” ou “alternativas” para amenizar ou acabar com a dor que sentem.

— Os dados confirmam que a dor física é a questão primordial para as mulheres com artrite reumatóide, mas a doença as atinge mais profundamente, afetando o seu bem-estar físico, social e emocional. O trabalho destaca a complexidade do tratamento destas pacientes. É um processo que vai além do controle dos sintomas ou do alívio da dor —, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

A adoção de estratégias de tratamento para reduzir a dor, restabelecer a produtividade no trabalho e de gestão do impacto social da artrite reumatóide é de grande importância no manejo clínico desses pacientes.

— O estudo aprofundado do impacto negativo da doença e da dor sobre a produtividade laboral das entrevistadas revelou que 71% das entrevistadas se consideravam menos produtivas por causa da artrite reumatóide —, destaca Sérgio Lanzotti.

O estudo revelou os impactos, a longo prazo, da artrite reumatóide sobre a vida profissional destas mulheres:

— 23% das entrevistadas pararam de trabalhar;

— 17% informaram uma redução na jornada de trabalho.

Família e amigos sofrem também

Outro estudo apresentado, durante o Eular 2010, destacou o sofrimento psíquico de familiares e amigos de pacientes com artrite reumatóide. A autora da pesquisa é Julie Taylor da Universidade de West England, em Bristol, Reino Unido.

Taylor e sua equipe de pesquisadores entrevistaram familiares de pacientes com artrite reumatóide, visando avaliar seus sentimentos no momento em que seus familiares foram diagnosticados com a doença e a forma como eles conviveram com o diagnóstico, com o passar do tempo.

Após a análise dos dados, os pesquisadores relataram que os familiares de pacientes com artrite reumatóide relataram os seguintes problemas:

— Emocionais: de uma maneira geral, os familiares expressaram uma tristeza imensa e uma perda de significado “no conceito de futuro”, tanto em relação a si mesmos, quanto em relação ao familiar doente;

— De adaptação: vários entrevistados disseram esperar uma cura para a doença. Mas, após um tempo maior de diagnóstico da doença, os familiares reconhecem que a pessoa afetada e eles mesmos continuarão a conviver com a artrite, durante toda a vida do paciente;

— De enfrentamento: os familiares relataram sentimentos de rejeição, desamparo e ocultação, tanto da condição de saúde do familiar doente, quanto dos impactos que a doença provocou no relacionamento familiar;

— De falta de apoio e informação: a maioria dos entrevistados revelou-se relutante em participar de um grupo de apoio específico sobre a doença, apesar de reconhecerem sua importância.

— Os resultados desta outra pesquisa servem de alerta para os profissionais de saúde. Apenas uma equipe multidisciplinar de atendimento é capaz de suprir todas as necessidades do paciente com artrite reumatóide e sua família —, defende o diretor o Iredo.

O diagnóstico das doenças reumáticas pode ter um impacto muito negativo na vida familiar. Muitas associações que lidam com o tema, como a inglesa Arthritis Care e a portuguesa ANDAR realizam estudos com os familiares onde são relatados comumente sentimentos de desesperança e de descrédito no futuro.

Geralmente, após o diagnóstico da doença, a família não só têm de aprender novas habilidades para prestar cuidados físicos ao paciente, mas também se vê obrigada a ajustar atitudes, emoções, estilo de vida e rotina.

— Essas associações e grupo de apoios têm papel relevante no tratamento da artrite reumatóide, pois oferecer apoio e suporte à família do doente crônico é tão importante quanto tratar este paciente. É uma das vertentes do tratamento. Um ambiente familiar mais harmonioso favorece muito o tratamento e o controle da doença crônica —, defende o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Fonte:Zero Hora - Bem Estar.

UFPEL - Professor representa o Brasil em Congresso de Hepatologia.

O professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Lysandro Alsina Nader, estará representando a Universidade e o país no XXI Congresso Latino-Americano de Hepatologia que será realizado em Porto Alegre, entre os dias 12 e 14 de agosto de 2010. Participarão do evento autoridades da área do Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa.

O encontro tem o objetivo de discutir sobre as doenças relacionadas ao fígado. Serão abordados temas importantes como hepatite B, hepatite C, esteatose hepática, cirrose hepática e suas complicações, sendo que toda a programação do dia 12 gira em torno do câncer de fígado.

O professor estará representando o Brasil na mesa-redonda que discutirá o impacto da doença hepática na América Latina. Coordenada pelo presidente da Associação Americana para o Estudo das Doenças do Fígado - EUA, professor doutor Arun Sanyal, a mesa contará também com representantes do Uruguai, Argentina, Cuba, México, Peru e Venezuela.

Lysandro Nader apresentará dados sobre o impacto das doenças hepáticas no Brasil. Segundo o professor, um dado relevante no país, levantado através de um estudo em todos os estados, mostra o um índice significativo de mortalidade de 3,19%, sendo que a principal causa de morte por doença hepática no Brasil é a cirrose hepática.

Fonte:Diário Popular.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

OMS anuncia fim da pandemia de gripe A.

Decisão foi tomada depois que Comitê de Emergência avaliou comportamento do vírus no verão do Hemisfério Norte.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje o fim da pandemia de gripe A, 14 meses depois de ter declarado o nível máximo de alerta pela aparição do vírus.

"O mundo não está mais na fase seis de alerta pandêmico. Passamos para a fase pós-pandêmica", disse a diretora geral do organismo, Margaret Chan, que tomou a decisão de levantar o alerta aconselhada pelo Comitê de Emergência da OMS, reunido horas antes.

Este ano, como previram os especialistas ouvidos pelo iG, a segunda onda da chamada gripe suína foi bem mais fraca do que a primeira.

A contaminação de um grande número de pessoas em 2009 – foram 207 países e mais de 220 mil infectados (13% brasileiros) – fez ampliar a parcela imunizada naturalmente, o que diminuiu o risco de novas contaminações este ano. Além disso, a disponibilidade de uma vacina no mercado fez com que as pessoas que ainda não haviam tido contato com a doença também fossem imunizadas por meio das doses, deixando pouco espaço para evoluções graves da gripe A.

Histórico
A gripe H1N1 foi a primeira pandemia do século. Ela teve início no México e apresentou comportamento diferenciado ao da gripe comum (Influenza sazonal). Foram os jovens as principais vítimas – entre 20 e 49 anos – sendo que até então os idosos e crianças eram apontados como mais vulneráveis a este tipo de infecção.

As mortes provocadas pela gripe suína não chegaram a 1% dos casos e as análises clínicas confirmaram que a maior parte delas acometeu pessoas que já tinham histórico de outras doenças, como obesidade e problemas cardíacos. As grávidas também se mostraram mais comprometidas após o contato com o vírus H1N1.

Estes grupos, apesar do anúncio do fim da pandemia, continuam despertando mais cuidado quando apresentam sintomas típicos do H1N1 – como rouquidão, dor no peito, febre alta (mais de 38,5ºC) e, em alguns casos, diarreia.

Situação brasileira
O Brasil, já afirmou o Ministro da Saúde José Gomes Temporão, foi um dos que mais aderiu à vacinação em massa contra a gripe A. No total 88 milhões de pessoas foram vacinadas, levando em conta apenas os que tiveram acesso às doses nos postos públicos de vacinação.

Os dados do Ministério mostram que O período entre 28 de fevereiro e seis de março, correspondente à semana epidemiológica, representa o maior número de casos hospitalizados em 2010, totalizando 79.

Entre 11 e 17 de julho, não houve nenhum registro de internação pela influenza H1N1. A mesma diminuição foi observada em relação ao número de mortes: foram 11 entre 21 e 27 de fevereiro e nenhuma entre quatro e 17 de julho.

Exagero
Em todos os locais do mundo, as notificações de gripe A também caíram drasticamente. A não confirmação de alta mortalidade fez com que a OMS fosse acusada de ter exagerado nos alertas sobre a doença. A pasta se defendeu afirmando que, no início, era impossível saber qual seria o comportamento do vírus.

Fonte: IG último segundo.