quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Célula-tronco de embrião será testada em humanos.

O teste será feito apenas em pacientes com lesões recentes.

Cientistas americanos usarão pela primeira vez células-tronco embrionárias para reconstituir a medula espinhal de pessoas paralisadas por lesões recentes na coluna. Os primeiros testes serão feitos em pacientes paraplégicos, que tenham sofrido a paralisia a menos de 15 dias antes do teste clínico.Porém, o teste com as células-tronco servirá para analisar sua segurança e não a eficácia para este caso. As células-tronco serão transformadas em precursores de oligodendrócitos (células que ajudam na restauração das fibras nervosas).

Essas células envolvem os neurônios do sistema nervoso central. Quando um paciente paraplégico pensa em mover as pernas, mas não consegue fazê-lo, é porque os oligodendrócitos que encapavam seus nervos desapareceram. A informação é interrompida no meio do caminho, pois a transmissão do impulso nervoso entre cérebro e músculos através da medula não é mais possível.

“Acredito que esta experiência trará resultados surpreendentes para nós. As células-tronco são a aposta da medicina para vários tipos de tratamento”, diz o diretor do Centro de Criogênia Brasil, doutor Carlos Alexandre Ayoub.

Há esperança de que vários fatores produzidos pelas células injetadas possam ajudar a regeneração de tecidos danificados. A expectativa é que se obtenham resultados melhores em uma lesão ainda não cicatrizada.Apesar da experiência acontecer em pacientes que ficaram paraplégicos em apenas duas semanas antes da aplicação, os resultados geram expectativas em muitos pacientes.

“É por isso que cada vez mais casais buscam coletar e armazenar as células-tronco do cordão umbilical de seus bebês. É um seguro para o tratamento de várias doenças em qualquer momento da vida. Além disso, a compatibilidade é total e a disponibilidade é imediata”, explica Ayoub.Em São Roque, interior de São Paulo, uma família viu esperanças no nascimento de Luiz Henrique Sebben para tentar ajudar o irmão Lucas de 20 anos, que sofreu um acidente e ficou tetraplégico. Para isso, armazenaram as células-tronco do cordão umbilical do bebê.

“Após o acidente do meu filho Lucas estamos tentando de tudo para que ele volte a ter os movimentos. Vimos no nascimento de Luiz Henrique essa oportunidade. Tenho certeza que ele veio ao mundo para ser a esperança do meu filho mais velho”, disse emocionado Miguel Ângelo Sebben, pai dos meninos.
 
Fonte: Gazeta Notícias.

Nobel de Medicina critica preço de vacina contra HPV.

Descobridor da ligação entre a infecção pelo vírus HPV e o câncer de colo uterino, o alemão Harald zur Hausen, de 74 anos, prêmio Nobel de Medicina em 2008, lamentou na quarta-feira (4) em São Paulo os altos preços das vacinas desenvolvidas a partir de suas pesquisas, iniciadas nos anos 70.

"Infelizmente (a vacina é uma das mais caras que existe). Eu lamento. É muito cara especialmente para países como o Brasil. Mas, mesmo para o governo alemão, é difícil negociar preços. Pagamos caro", afirmou o cientista, principal convidado da inauguração do Centro Internacional de Pesquisa e Ensino do Hospital do Câncer A. C. Camargo, que ocorre nesta quinta na zona sul da capital paulista. "Espero que a produção do imunizante também por outras companhias farmacêuticas leve a maior competição e redução dos preços no futuro", afirmou ainda o especialista.

As vacinas contra o HPV, que protegem contra os dois tipos do vírus mais ligados ao câncer, têm dois produtores mundiais e chegam a custar hoje US$ 300, consideradas as três doses necessárias para a imunização, alertaram no mês passado pesquisadores da Universidade de Duke em artigo na revista Nature Biotechnology, em que defenderam a produção a baixo custo em países em desenvolvimento.

O sistema público brasileiro ainda não oferta o produto, disponível em clínicas privadas e o custo é um dos impedimentos. Aponta ainda que são necessários mais estudos e que o principal método de prevenção no país ainda é a camisinha, além da realização periódica do papanicolau. O câncer de colo de útero é o segundo mais frequente entre as brasileiras, só perde para o câncer de mama. São esperados 18.430 casos anuais no País.

Fonte:Diário Popular /AE Agência Estado.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Beto visita HSVP em Passo Fundo e almoça com funcionários.

Matéria postada em 27 de Julho de 2010.


A direção do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) recebeu nesta segunda-feira (26) o candidato a reeleição deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS) acompanhado da candidata a deputada estadual Gabriela Machado (PSB) e assessores. O presidente do hospital, Décio Ramos de Lima, reconheceu o trabalho do parlamentar em prol da instituição e enalteceu a importante atuação de Beto no Congresso Nacional.Beto assistiu à apresentação, feita pelo administrador Ilário De David, do desempenho, projetos e ações do HSVP no ano de 2009 destacando infraestrutura, número de leitos, volume de pessoas atendidas, projetos de humanização, atividades de ensino e pesquisa.

No ano passado, a instituição registrou 29 mil internações, sendo 72% da capacidade ocupada por usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). 2.397 crianças nasceram na maternidade do HSVP. Na área cirúrgica foram 34.991 procedimentos realizados. Além destes números, Ilário falou sobre investimentos em equipamentos, como o tomógrafo de 128 cortes (primeiro aparelho no RS) e o novo litotriptor (usado para tratar cálculo renal), bem como ampliação e melhorias na área física.

O administrador salientou o apoio de Beto em diversos setores do hospital, sobretudo para a complementação de equipamentos no CTI Pediátrico e Neonatal. O diretor médico, Rudah Jorge, destacou a necessidade de se priorizar a saúde básica do município, como forma de desafogar o alto volume de atendimentos da Emergência, qualificando a unidade especializada em atender casos de urgência e emergência.Beto manifestou seu orgulho em relação ao HSVP, evidenciando sua vocação regional, estadual que extrapola fronteiras. O parlamentar ressaltou que ficou impressionado com os números e a estrutura do hospital.

“Reafirmo a parceria para que o São Vicente se capacite, continue investindo e crescendo”, enfatizou. Após a visita, a direção do hospital e o deputado Beto Albuquerque almoçaram no refeitório dos funcionários.

Saiba quais testes o bebê precisa fazer nos seis primeiros meses.

Especialista explica importância dos testes em recém-nascidos.

Confira também calendários de vacinação recomendados ao recém-nascido.

O teste da orelhinha, prática obrigatória por lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (3), é um dos testes pelos quais o bebê precisa passar ainda no berçário. O médico pediatra Yechiel Moises Chenchinski explicou à reportagem do G1 como são esses testes e o que eles ajudam a prevenir e detectar.

Teste do pezinho
A primeira medida na prevenção do bebê é tomada já na maternidade, durante o "teste do pezinho". Consiste na coleta de sangue do calcanhar do recém-nascido. Os serviços de saúde, públicos ou particulares, oferecem a triagem de três formas: básica, mais e super.

A triagem básica contém três diagnósticos: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito e anemia falciforme. A fenilcetonúria é uma doença associada a excesso de um aminoácido no organismo do bebê e pode levar à deficiência mental. O mesmo vale para o hipotireoidismo, déficit na produção de hormônios na glândula tireoide.

O teste do pezinho "mais" oferece outras sete informações sobre possíveis doenças como toxoplasmose congênita e deficiência de G6PD, enzima que protege os glóbulos vermelhos contra oxidação.

Com o teste "super", o organismo do bebê é analisado na detecção de 46 patologias, entre doenças relacionadas ao nível de aminoácido no corpo, defeitos no metabolismo de ácidos graxos (gorduras) e excesso de ésteres nas mitocôndrias. Tanto o exame "mais" quanto o "super" costumam ser oferecidos por serviços mais especializados, entre eles o da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

"Este teste, obrigatório, precisa ser feito antes de três meses, para que as doenças que ele detecta sejam ainda reversíveis", explica Moises.

Teste do olhinho
O teste do olhinho também é feito na maternidade. Durante o exame, um feixe de luz é lançado nos olhos do recém-nascido de forma inofensiva. Caso o reflexo seja vermelho, como é comum em fotografias tiradas com flash, o olho é sadio.

Se o resultado for branco, o bebê pode ter catarata congênita, uma doença que afeta o cristalino do olho, estrutura vital para o foco e visualização correta das imagens lançadas na retina.

Teste da orelhinha
Um fone de ouvido é colocado nas orelhas do bebê durante 5 e 10 minutos, enquanto a criança dorme. Estímulos sonoros são emitidos e a captação de eco produz um gráfico em computador. O médico analisa esses dados e verifica se o recém-nascido apresenta problemas como surdez e otite secretora.

"Muitas crianças que são diagnosticadas com transtorno de distúrbio de atenção e hiperatividade podem, na verdade, apresentar um defeito de audição e, consequentemente, na fala", afirma Moises. Segundo o médico, o ideal é que o exame seja feito, no máximo, até o terceiro dia de vida.

Vacinação
O diagnóstico possível por meio das triagens deve ser acompanhado pela vacinação do bebê, que é definida por calendário da Sociedade Brasileira de Pediatria, sempre com a consulta do médico que cuida do recém-nascido.

Confira abaixo tabela de vacinação recomendada pelo Ministério da Saúde em 2004, com complementações da Sociedade Brasileira de Pediatria, em 2008. Os dados compreendem apenas os seis primeiros meses de vida.

Idade Vacinas Doses doenças combatidas

Ao nascer BCG-ID Dose única Tuberculose

Hepatite B 1ª dose (de 3) Hepatite B

1º mês Hepatite B 2ª dose (de 3) Hepatite B

2º mês Sabin 1ª dose (de 3) Paralisia infantil

Tríplice 1ª dose (de 3) Difteria, tétano e coqueluche

Haemophilus 1ª dose (de 3) Meningite e outras infecções provocadas pelo Haemophilus b

Pneumo conjugada 1ª dose (de 3) Meningite e outras infecções provocadas pelo Pneumococo

Rotavírus 1ª dose (de 2) Gastroenterocolite provocada pelo Rotavírus

3 meses Meningite C 1ª dose (de 3) Meningite provocada pelo Meningococo C

4 meses Sabin 2ª dose (de 3) Paralisia infantil

Tríplice 2ª dose (de 3) Difteria, tétano e coqueluche

Haemophilus 2ª dose (de 3) Meningite e outras infecções provocadas pelo Haemophilus b

Pneumo conjugada 2ª dose (de 3) Meningite e outras infecções provocadas pelo Pneumococo

Rotavírus 2ª dose (de 2) Gastroenterocolite provocada pelo Rotavírus

5 meses Meningite C 2ª dose (de 3) Meningite provocada pelo Meningococo C

6 meses Sabin 3ª dose (de 3) Paralisia infantil

Tríplice 3ª dose (de 3) Difteria, tétano e coqueluche

Haemophilus 3ª dose (de 3) Meningite e outras infecções provocadas pelo Haemophilus b

Hepatite B 3ª dose (de 3) Hepatite B

Pneumo conjugada 3ª dose (de 3) Meningite e outras infecções provocadas pelo Pneumococo

Influenza 1ª dose (de 2) Gripe provocada pelos vírus Influenza e Parainfluenza


Fonte: G1.

Amamentar no peito ajuda mãe a prevenir câncer de mama e a perder peso.

Nutricionista dá dicas de como manter uma alimentação adequada no período.

Além dos inúmeros benefícios que a amamentação no peito traz ao bebê, esse hábito também apresenta grandes vantagens para as mamães. Segundo a nutricionista Graziela Dias Parisotto, devido ao gasto calórico que a mulher sofre para alimentar o filho, é preciso estar atento a uma alimentação saudável e balanceada. O aleitamento materno estimula a liberação de uma substância que faz o útero se contrair, explica a nutricionista, fazendo com que a mãe recupere a forma anterior a gravidez mais rapidamente. O gasto calórico envolvido na tarefa também ajuda a mamãe a perder o peso que ganhou durante a gestação. A redução de incidência de câncer de mama e prevenção da osteoporose também é relacionada ao ato de amamentar no peito.

— No período de aleitamento exclusivo, onde o bebê não consome nenhum outro alimento ou líquido, o depósito de gordura que a mãe acumulou durante a gestação também vai servir para fornecer energia para a produção do leite. Por isso, quanto mais a mulher der o peito exclusivamente, maior será o gasto energético dela e, conseqüentemente, o depósito de gordura se reduzirá — explica Graziela

A mulher que está amamentando necessita de um aporte maior de energia, de acordo com a nutricionista. Enquanto na gravidez a quantidade de energia a mais necessária era de 300 calorias, no período da amamentação essa quantidade sobe para 500 calorias. Conforme o aleitamento deixa de ser exclusivo e ocorre uma redução na produção de leite, a quantidade de calorias da alimentação da mãe pode ser reduzida para que continue o processo de redução de peso.

— A mãe deve ter o cuidado de ingerir pelo menos cinco refeições diárias (café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar), e não deve "pular" nenhuma refeição. Quanto mais variado o cardápio, mais nutrientes você oferece ao seu bebê — recomenda ela. Existem alguns alimentos que devem ser evitados pela mãe, no período da amamentação — pois podem causar desconforto em alguns bebês — como as bebidas alcoólicas, alimentos com cafeína, e os ricos em enxofre.

O que evitar durante a amamentação:
Bebidas alcoólicas: podem comprometer a produção de leite materno e, além disso, o álcool passa para o bebê através do leite, como todo alimento e substância consumida pela mãe.

Cafeína: a ingestão de cafeína faz com que o leite materno tenha quantidades dessa substância, o bebê pode ficar sem sono e irritado e, por isso, a melhor opção é restringir alimentos que contenham cafeína e optar pelos alimentos descafeinados.

Alimentos que contém cafeína: café, chás (mate, verde), chocolates (cacau), refrigerantes.

Alimentos ricos em enxofre: durante a amamentação algumas mulheres reclamam do desconforto causado por gases. Por isso, nesse período, procure evitar alimentos ricos em enxofre, pois eles estimulam a produção de gases. Os feijões, brócolis, couve-flor, couve manteiga, rabanete, repolho, espinafre, alimentos muito gordurosos e frituras são alguns exemplos.

Mito do leite "fraco"
Segundo Graziela, existem alguns mitos que envolvem a amamentação, como o de que algumas mães tem o leite fraco. — O que pode acontecer é que seu bebê esteja querendo mamar mais e a sua produção de leite não esteja satisfazendo as necessidades dele.

Para aumentar a produção do leite, Graziela recomenda que:

— a mãe aumente o número de mamadas durante o dia;

— deixe que o bebê mame por mais tempo. Os bebês têm tempos diferentes de mamar, explica Fernanda. Os mais calmos terão um tempo maior para esvaziar o seio. Os seios vazios são o maior estímulo para se produzir mais leite.

— a ingestão de água não interfere no volume de leite produzido, mas deve ser ingerido pelo menos 1,5 litro por dia para a reposição da água gasta e para manter a mãe bem hidratada.


Fonte:ClicRBS  - BEM-ESTAR

É permitido doar!

Com o objetivo de incentivar a doação de sangue, as acadêmicas de Comunicação Social, habilitação Relações Públicas, Caroline Viana e Graciela Formentini elaboraram a campanha “É permitido doar!”. O projeto faz parte do trabalho de conclusão do curso das alunas. Para a realização do projeto as acadêmicas irão utilizar os espaços cedidos pelos meios de comunicação onde irão esclarecer as dúvidas e divulgar a importância deste ato simples e de grande valor para quem necessita da doação.

No mês de agosto, a campanha terá como foco os jornais. Cada semana depoimentos de doadores, enfermeiros e dos receptores da doação serão um incentivo a mais para que a comunidade com um todo busque o banco de sangue e realize a sua doação. Em Ijuí, o banco de sangue fica localizado junto ao Hospital de Caridade de Ijuí e realiza as coletas de segunda a sexta-feira, das 07h30min até as 18h. Para doar sangue é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos e não estar em jejum.

A campanha É Permitido Doar! também está na internet com uma comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=90513495 onde todos são convidados a participar.
 
Fonte:ClicRBS - Rumos do Noroeste.

Rinite pode causar alterações em funções básicas do organismo.

A obstrução nasal, que é o principal sintoma da rinite alérgica, pode levar a pessoa a respirar de forma errada. Além disso, pode influir na mastigação com movimentos incorretos e em dificuldades para engolir a comida. Na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), uma pesquisa analisou 170 pessoas, com idade entre 6 e 55 anos, sendo que metade delas possuía rinite.

Segundo o estudo, as pessoas com a doença apresentaram alterações na forma de respirar, mastigar e engolir — problemas funcionais — e alterações na oclusão dentária — problema estrutural relativo à posição dos dentes na boca. Em relação à fala, não foram observadas mudanças.

A fonoaudióloga Catiane Maçaira de Lemos, autora da pesquisa, explica que a obstrução nasal na rinite é sazonal, ou seja, há momentos no dia, na semana ou no mês em que o nariz fica "entupido" e há momentos em que fica livre.

— Ainda que não seja constante, a obstrução nasal pode causar problemas funcionais e estruturais — afirma.

Alterações
A respiração correta se dá pelo nariz. Entretanto, nos pacientes com rinite, a respiração pela boca foi a forma mais frequente em todas as idades.

— Os adultos [100%] respiravam apenas pela boca — conta Catiane — Embora haja uma tendência natural de melhora na maneira de respirar, ou seja, quanto mais velha é a pessoa, melhor ela respira, isso não foi observado em quem tinha a doença— observa.

Assim, enquanto quase 83% das crianças com rinite respiravam pela boca, 97% dos adolescentes apresentaram esse tipo de respiração, atingindo a totalidade nos adultos, ou seja, em pessoas com rinite houve uma piora na forma de respirar. Considerando a mastigação, as principais constatações foram as que dizem respeito aos movimentos mandibulares e aos padrões mastigatórios.

— Mastigar de boca aberta ou amassar ao invés de triturar os alimentos foram mudanças observadas em pacientes com rinite — explica a fonoaudióloga.

— No grupo de pessoas sem a doença, todos mastigavam corretamente — completa.

Engasgos, língua para fora dos dentes e movimentação de cabeça para ajudar a engolir foram as principais alterações encontradas na função de deglutição. Em torno de 80% dos participantes com a doença apresentaram essa função alterada.

Segundo o estudo, os problemas decorrentes da rinite são causados pela flacidez dos músculos do lábio, da língua e da bochecha. Porém, há tratamento para reverter o quadro e o primeiro passo a ser dado é combater a obstrução nasal, principal causa de todas as mudanças. Além disso, o tratamento deve ser multidisciplinar.

— Deve-se procurar um otorrino, para tratar a rinite, um fonoaudiólogo, para melhorar e fortalecer a musculatura e um dentista para corrigir os dentes — recomenda Catiane.

Rinite
Além da obstrução nasal, a rinite alérgica possui outros sintomas, como espirros, coriza (nariz escorrendo) e prurido (coceira). Suas principais causas são fatores ambientais, em que alguns antígenos, como ácaros, pêlos ou poeira, podem desencadear a crise. De acordo com alguns estudos, também pode haver um fator genético, no qual a pessoa já nasce pré-disposta a desenvolver a doença.

Levantamento feito em 2008, em oito países da América Latina, constatou que aproximadamente 59% dos adultos possuem sintomas da rinite.

— Daí a importância da pesquisa, que estudou as consequências da obstrução nasal causada exclusivamente pela doença — justifica Catiane.

A dissertação Alterações funcionais do sistema estomatognático em um grupo de pacientes com rinite alérgica teve a orientação do professor João Ferreira de Mello Júnior, do Departamento de Otorrinolaringologia da FMUSP.

Fonte: ClicRBS - Bem Estar  -Agência USP de Notícias.

Holandeses trocam coleção de roupas por doações de sangue.

Em três anos, a estimativa é de que a Holanda sofra com bancos de sangue vazios. Para evitar esse possível quadro caótico na saúde pública do país, um grupo de 18 estilistas, coordenado pelo designer Claes Iversen, criou a coleção Red Rail.

Para adquirir uma das roupas, os holandeses precisam doar sangue. Depois, é só enviar um e-mail com o comprovante da doação e indicar sua peça preferida. Todos os e-mails serão arquivados até Fevereiro do ano que vem, quando será realizado um sorteio para distribuir a coleção, que tem, ao todo, 20 peças.

O projeto foi criado pela Fundação Nobel e tem a intenção de incentivar a formação de uma nova geração de doadores de sangue. No site da coleção, há um alerta de que, a cada dois segundos, uma pessoa – que pode ser um bebê prematuro, um paciente com câncer, alguém que sofreu um acidente de carro etc. – precisa de sangue para sobreviver.

Bem que a ideia poderia ser copiada em outros lugares do mundo. Você doaria um pouco do seu sangue em troca de uma peça fashion?
 
Fonte: Super Interessante.

Sódio em excesso faz mal.

Nenhum dos 19 principais temperos industrializados, prontos, vendidos no país tem o consumo recomendado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) em razão da alta concentração de sódio.Segundo a associação, na ingestão de pequena porção dos temperos, equivalente a uma colher de chá ou a um tablete, é consumida de uma única vez até 70% da quantidade de sal indicada para um dia inteiro. O consumo excessivo de sódio está relacionado a problemas cardiovasculares.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha o consumo diário de, no máximo, dois gramas de sódio ou cinco gramas de sal. "Apesar de não alcançarem esse limite, após o consumo dos temperos o consumidor ultrapassará a quantidade do nutriente (sódio) recomendada com a ingestão de outros alimentos ao longo do dia", explica a nutricionista Manuela Dias, da Proteste.O sódio em excesso é apontado pelos médicos como o principal vilão da hipertensão. No Brasil, são registrados anualmente 308 mil casos de doenças cardiovasculares. "Metade poderia ser evitada com medidas preventivas, como o respeito ao limite do consumo de sódio por dia", diz o cardiologista e coordenador de ações sociais da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Carlos Alberto Machado.

Apesar do consenso médico de que muito sal faz mal à saúde, para algumas pessoas, o efeito é mais severo. "Cardiopatas, hipertensos, pacientes com problemas renais, neurológicos ou que utilizam medicamentos antidepressivos estão no grupo que corre mais risco com o excesso (de sódio)", afirma o cardiologista Martino Martinelli Filho, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas.O alerta se justifica porque, entre outras funções, o nutriente controla o funcionamento elétrico das células, é responsável pelos estímulos cerebrais, pela regulação osmótica (da pressão) do sangue, plasma e fluidos e fundamental na distribuição orgânica da água e do volume sanguíneo."Não podemos criminalizar o sódio. É um nutriente absolutamente importante que, como qualquer outra coisa, deve ter exageros evitados", diz o nutrólogo Andrea Bottoni, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os médicos aconselham a substituição dos temperos industrializados pelos ingredientes naturais. "Ervas para dar o aroma na comida e cebola e alho para dar gosto", afirma Bottoni. "Ingredientes que nossos pais e avôs usavam", completa Machado.
 
 
Fonte: Diário Popular - Pelotas.

Sexo: Corpo adulto em mente adolescente.

Por Içami Tiba.

Ainda hoje recebo alguns pedidos sobre como e quando falar sobre sexo com os filhos. Digo ainda hoje, pois o sexo deixou de ser tabu depois da revolução sexual e a internet rompeu fronteiras comportamentais, limites, barreiras e regras que regiam a vida sexual. Nunca chegaremos à vida sexual dos macacos que a nós parece como sendo da mais alta promiscuidade, pois desenvolvemos a civilidade sexual. Aparentemente os macacos fazem o que e quando têm vontade e os macaquinhos vão apreendendo o que os adultos fazem sexualmente à sua volta. A diferença entre os macacos e os humanos é destacada: nós, humanos, apreendemos e aprendemos o que podemos e o que não devemos, ou não, fazer, por termos o cérebro mais desenvolvido e a mente mais evoluída entre todos os seres vivos.

Na escala animal os seres mais desenvolvidos são os mamíferos e nenhum mamífero tem capacidade de reprodução enquanto não puder criar seus filhos. Os humanos são os únicos capazes de reproduzir sem estarem preparados para criar (proteger, sustentar e educar) seus filhos. Isto porque o tornar-se adulto biologicamente não corresponde à sua independência social. Na nossa história, as bisavós já no início da adolescência casavam com alguém que pudesse sustentar a si próprio e a sua família. Hoje, quando adolescentes engravidam, é gravidez precoce - uma vitória biológica, mas um fracasso familiar e social.

Apesar de o humano poder sobreviver sem vida sexual se esta for sua opção, ele terá de lutar bastante contra seus próprios hormônios que são fisiologicamente normais, pois fazem parte de nossa herança genética. É um lutar contra a biologia humana. Vida sexual envolve o prazer de usufruir da sexualidade sem ter a obrigatoriedade biológica da reprodução. Isto significa um prazer na sobrevivência que pode não envolver a perpetuação da espécie.

A natureza não faz nada de graça. Tudo tem uma relação de causa-efeito e uma razão de existir. Não fosse o prazer sexual tão intenso, talvez a nossa espécie estivesse ameaçada de extinção. Se não houvesse orgasmo, talvez os homens preferissem ficar lutando, competindo ou brigando entre si, o que lhes traz também muito prazer, do que ficar se dedicando a ter e cuidar de sua família.O corpo biológico é facilmente “erotizável” física e psicologicamente. Esta erotização busca o prazer e não a gravidez. O que caracteriza a adolescência humana é o desenvolvimento e amadurecimento das características sexuais secundárias, ou seja, a busca da vida sexual mas não a reprodutiva.

É preciso estar bem orientada e ter conhecimentos para que não ocorra a gravidez precoce, as infecções sexualmente transmissíveis e a promiscuidade ou a mercantilização sexual. Para isso estão há as escolas, os pais, os cursos, a imprensa escrita e falada, a internet... Fontes não faltam. Hoje, os pais não são os únicos responsáveis pela educação sexual dos seus filhos, mas são os únicos a arcarem com as conseqüências dos seus maus usos da vida sexual. Basta acessar o Google e procurar Educação Sexual que em 0,19 segundos surgem 519.000 resultados. Mesmo no www.uol.com.br são milhares de citações para Educação Sexual.


Fonte: Uol.

Pílula: vilã ou aliada das mulheres?

Em meio século de existência no mercado farmacêutico a pílula anticoncepcional evoluiu. Nos últimos noves anos, então, deu um salto colocando à disposição das mulheres mais conforto e menos efeitos colaterais. Deixou até de ser um simples comprimido para dividir a preferência das usuárias com os métodos contraceptivos injetáveis, transdérmicos (adesivo), endovaginal e de implantados (intrauterino ou subcutâneo). Mas a informação sobre a ação dos hormônios no organismo da mulher caminha a passos lentos. A maneira de administrá-los e a escolha da dose são os principais erros observados nos consultórios.

O ginecologista e obstetra, Rodrigo Brezolin, conta que há casos em que a menina prefere tomar a mesma pílula da mãe ou da amiga porque faz bem a elas. "Hoje só sente efeitos colaterais utilizando anticonceptivos quem quer. Houve uma redução drástica nas doses dos hormônios e mantendo a segurança, podendo a paciente fazer uma escolha correta orientada pelo seu ginecologista", conta.

Em pleno século 21, o especialista se vê diante de tabus, especificamente quanto à ideia de que quando uma jovem vai iniciar o uso do anticonceptivo é somente para começar a atividade sexual. Atualmente a pílula tem várias característica, devendo se levar em conta vários critérios para a melhor escolha, como: idade e sintomas da TPM, pacientes com problemas de diabete, varizes nas pernas e até acne. "O mais importante é procurar informações sobre quais os métodos estão disponíveis, preços, maneira de tomar e questionar com seu médico sobre qual o mais adequado. O anticoncepcional tem que adicionar qualidade de vida à mulher e não trazer problemas."
 
Fonte: Diário Popular - Pelotas  - por Cíntia Piegas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Espaço Lúdico do São Vicente de Paulo é tema de TCC.

As experiências vivenciadas com a escolarização no Espaço Lúdico do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), projeto desenvolvido em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF), estão sendo relatadas no artigo “Tecendo a rede da complexidade entre o hospital, os saberes pedagógicos e a confirmação de um espaço educativo”, de autoria da pedagoga Susana Alves da Silva.

Como estagiária do projeto, Susana escolheu o Espaço Lúdico para ser tema de seu trabalho de conclusão de curso. A prática pedagógica dentro do hospital, apesar de estar sendo amplamente utilizada, não conta com muitas publicações específicas. Nesse sentido, com o intuito de auxiliar na difusão dos conhecimentos, a professora Rosana Farenzena, coordenadora do projeto e orientadora na construção do trabalho, enviou o texto para a publicação no livro Teoria e Prática na Pedagogia Hospitalar: novos cenários, novos desafios.

A obra da editora Champagnat conta com artigos de vários estudiosos do assunto e foi organizada pelas pesquisadoras Elizete Lúcia Moreira Matos e Patrícia Lupion Torres.

Segundo Rosana, a publicação vem a acrescentar no estudo dessa área tão importante dentro da pedagogia: o aprendizado no ambiente hospitalar.

 
Fonte:ClicRBS - Rumos do Norte - (Texto - Endil Tamara de Mello )

Projeto começa a estudar relação entre produção de biocombustíveis e segurança alimentar.

Brasília - A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa hoje (3) a implantar um projeto de cooperação técnica com a Universidade de Stanford (EUA) que tem como objetivo discutir a relação entre a produção de biocombustíveis e a produção de alimentos. A ideia é encontrar um equilíbrio entre produção de energia para satisfazer as necessidades e formas de preservar fontes de sustento.

A iniciativa conta com a participação de pesquisadores das Universidades de Stanford e de Rutegers e do Instituto Internacional de Pesquisas em Políticas Alimentares (IFPRI), dos Estados Unidos, e da Academia Chinesa. Pela Embrapa, participam pesquisadores da Secretaria de Gestão Estratégica (SGE), da Secretaria de Cooperação Internacional, do Centro de Estudos Estratégicos e da Embrapa Agroenergia. Eles estão reunidos desde ontem (2) para traçar planos na implementação do projeto no Brasil.

O modelo que dever ser aplicado no Brasil tem como objetivo responder ou pelo menos abrir discussões para a segurança alimentar das populações que estão em área de cultivo energético. Os pesquisadores querem entender se o aumento da demanda por biocombustíveis afeta o preço dos alimentos e quais as implicações do uso da terra e da água na produção dos biocombustíveis para a segurança alimentar das famílias mais pobres. As respostas a essas perguntas poderão direcionar e orientar as políticas públicas nos setores econômicos, sociais e ambientais dos programas de biocombustíveis.

De acordo com o coordenador de Avaliação de Impactos da Secretaria de Gestão Estratégica da Embrapa, Antônio Flávio, o modelo implantado no país será uma adaptação ao projeto existente na China, porém a partir da realidade brasileira.

“O estudo vai avaliar a distribuição dos impactos [produção de biocombustíveis]. A adaptação desse modelo a partir da experiência de outros países será importante para levantar novos estudos e pensar em políticas públicas que ajudem a encontrar soluções de interesse social”, destacou.

O pesquisador disse ainda que a China, além de detentora do modelo, já possui uma análise de resultados satisfatórios. Há aproximadamente 15 anos o país investe nesse tipo de estudo.

A pesquisadora da Secretaria de Gestão Estratégica Danielle Torres, que já participou da primeira fase do treinamento na Universidade de Stanford, afirma que as parcerias serão fundamentais para avaliar os impactos e as soluções que possam abranger a produção de biocombustíveis e a segurança alimentar.

“As parcerias nessa fase inicial são fundamentais. Quanto mais informações tivermos sobre a produção agrícola brasileira, mais produtivos serão nossos encontros na Academia Chinesa. Faremos ao longo do processo simulações e apoio das unidades regionais que devem consolidar os dados da própria Embrapa”, afirmou.

Além da parceria Brasil, Estados Unidos e China, o projeto tem a participação da Índia, de Moçambique e Senegal.

Fonte: Agencia Brasil.

Teste da Orelhinha será oferecido pelo SUS.

Agora é lei. O teste da orelhinha deve ser realizado por especialistas nos recém-nascidos, em todos os hospitais da rede pública de saúde. Em Pelotas o Hospital Universitário São Francisco de Paula da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) já possui o aparelho e espera as orientações do Poder Público para definir como será realizado o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O teste da orelhinha ou Triagem Auditiva Neonatal, consiste em um exame realizado com um equipamento especial, colocado na orelha do bebê, que irá emitir sons de fraca intensidade e recolher as respostas do ouvido interno que o recém-nascido produz. A partir destes sons será possível avaliar se a criança apresenta alguma alteração ou não.

A Santa Casa de Misericórdia de Pelotas já realizou, por um determinado período, o teste da orelhinha, gratuitamente, em recém-nascidos. Agora a instituição hospitalar espera as orientações dos órgãos públicos para implementar definitivamente este serviço. A assessoria de imprensa do Hospital-Escola da Universidade Federal de Pelotas/FAU informou que a instituição espera a determinação do poder público para se adequar à nova legislação.

Fonte:Diário Popular - Por: Jussara Lautenschläger.

Aumento do consumo de refeições industrializadas assusta especialistas.

Brasileiros estão consumindo muitos alimentos com excesso de açúcar, sal e gordura.

Não é de hoje que se aponta açúcar, sal e gordura em excesso como os vilões de uma alimentação inadequada, mas uma pesquisa do Ministério da Saúde acaba de concluir que a situação vem se agravando. O estudo revelou uma queda no consumo de alimentos saudáveis e a substituição por produtos industrializados e refeições prontas.

— O que a população desconhece é que esses alimentos geralmente contêm grande quantidade de sódio e gordura saturada, que, se consumidos com frequência, podem gerar sérios problemas de saúde — adverte a presidenta da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), Márcia Fidelix.

Para alertar a população sobre esses riscos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma série de novas regras para a publicidade e a promoção de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional e elevadas quantidades de sódio, açúcar e gordura saturada ou trans.

O limite dado pela agência para a quantidade de açúcar em alimentos sólidos é de 15g a cada 100g de produto. Um pacote de biscoito recheado, por exemplo, chega a conter 60g de açúcar em 100g de biscoitos, mais de quatro vezes superior ao limite. Quanto à gordura saturada, o valor estabelecido é de 5g a cada 100g. E o limite para a quantidade de sódio é de 0,4g para cada 100g de produto. As empresas terão 180 dias para se adequar às novas regras.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 45% da população brasileira está acima do peso — e 20% dos adultos já são considerados obesos.

— Excesso de peso e má alimentação são responsáveis por um grupo chamado de macrodoenças, que estão ligadas à principal causa de óbitos no país, por desencadearem problemas cardiovasculares — explica João Eduardo Salles, representante do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem). Esses males são a hipertensão, a obesidade e a hipercolesterolemia (colesterol alto).

A iniciativa da Anvisa visa proteger os consumidores da omissão de informações e da indução ao consumo exagerado.

— Os alertas nas propagandas vão possibilitar a reflexão do consumidor, para que ocorra uma mudança de comportamento, desestimulando os excessos. Essa medida reflete a capacidade e o dever do Estado de proteger a população — argumenta a gerente de monitoramento e fiscalização de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado.

A informação nutricional é obrigatória nos rótulos dos alimentos, mas é importante que o consumidor saiba como consultá-la.

Crianças
Na última assembleia da OMS, realizada em Genebra neste ano, a organização recomendou que os países adotassem medidas para reduzir o impacto da propaganda de alimentos pouco nutritivos sobre as crianças, já que as escolhas delas influenciam em até 80% as compras feitas pela família. Para a pediatra Maria Cristina Duarte, mestre em saúde da mulher e da criança pela Fundação Oswaldo Cruz, a regulamentação da Anvisa foi um bom começo, mas ainda há muito para ser melhorado.

— As crianças são estimuladas por sons, cores e imagens, são tentadas pelas logomarcas e seduzidas pelos presentes oferecidos com os alimentos — explica.

Uma pesquisa realizada pelo Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, com crianças entre 3 e 11 anos, destacou que guloseimas são mais desejadas que brinquedos. Dentre elas, os biscoitos recheados são os mais consumidos, seguidos por refrigerantes, salgadinhos, batatas fritas e pizzas.

— São calorias vazias, e o resultado é preocupante, já que esses alimentos podem gerar nas crianças um problema chamado síndrome metabólica — alerta.

A especialista conta que essa síndrome causa elevações dos níveis de lipídios e colesterol, alterações na glicemia e na insulina e pode levar à obesidade e à hipertensão arterial.

— Antes, pensava-se que isso ocorria apenas em adultos, mas hoje já sabemos que as crianças também podem desenvolver esse problema — afirma.

O Instituto Alana defende uma resolução específica para o público infantil.

— Apesar de ser uma medida inovadora, um avanço para a proteção da sociedade, a Anvisa perdeu a oportunidade de ir além — lamenta a coordenadora-geral do projeto, Isabella Henriques.

Um capítulo que regulamentava a vinculação de brindes e outros atrativos a alimentos que, em excesso, podem ser nocivos à saúde das crianças e definia horários apropriados para a divulgação desses produtos não foi incluído na resolução da Anvisa.

— A maior parte da publicidade desses alimentos é voltada para o público infantil, que deveria ser tratado de forma especial, por ser formado por consumidores hipervulneráveis — completa Isabella.

Grupo letal
São doenças que afetam o sistema circulatório, como o coração, veias, artérias e vasos capilares. As doenças mais comuns são o enfarte do miocárdio e o AVC (acidente vascular cerebral). Esse grupo de doenças é responsável pelo maior número de mortes no Brasil.

Nutrição mínima
Estão presentes em alimentos muito calóricos, mas sem benefício nutritivo. Contém pouco ou nenhum nutriente essencial, como vitaminas, proteínas e fibras. Batatas fritas, balas, chicletes e biscoitos são exemplos de alimentos com as chamadas calorias vazias.

Fatos
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que pelo menos 42 milhões de crianças com menos de 5 anos estarão obesas ou acima do peso até o fim de 2010 — 80% delas moram em países em desenvolvimento, como o Brasil

No Brasil, 30% das crianças estão acima do peso — 15% já são consideradas obesas

Cerca de 50% das campanhas publicitárias veiculadas na TV são direcionadas ao público infantil

 
Fonte: Correio Braziliense.

Universidade contrata mais profissionais para o Pronto-Socorro de Pelotas.

Para tentar reduzir a espera pelo atendimento no Pronto-Socorro de Pelotas (PSP), foram destinadas cerca de seis pessoas, entre professores e residentes da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Eles têm trabalhado no local deste segunda-feira. No dia anterior, dois plantonistas faltaram, o que motivou o deslocamento da equipe. Sobre a possibilidade de denunciar alguns médicos que se ausentam de forma constante, o reitor da UCPel, Alencar de Mello Proença, disse que não haverá procedimento formal junto ao Ministério Público.

Segundo o reitor, haverá um diálogo com o MP sobre os problemas do Pronto-Socorro. Ele explicou que a ausência dos médicos será avaliada. Ele conta que o deslocamento da equipe e as investigações das ausências somam o pico do que ocorreu no domingo, quando dois plantonistas faltaram. Para amenizar a espera pelo atendimento, que nesta semana passou a ser feito através da classificação de riscos, foram deslocados três professores do curso de Medicina e dois residentes. Um terceiro, que estuda na UFPel, também estava trabalhando no local.

A delegada do Sindicato dos Médicos de Pelotas, Gislaine Silveira de Vargas, afirma que há poucos médicos no PSP. Ela citou o descontentamento dos profissionais pela baixa remuneração e sobrecarga de trabalho no conjunto dos problemas do PSP. A denúncia de um plantonista que estaria trabalhando em Canguçu será investigada, mas, segundo ela, não deve ser visto como um problema pontual.

Fonte:Diário Popular -  Pelotas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Amamentação até os 2 anos poderia salvar 1,5 milhão de crianças por ano em todo o mundo.

A amamentação exclusiva até os 6 meses de idade e complementar até os 2 anos poderia salvar a vida de 1,5 milhão de crianças anualmente em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que apenas 35% das crianças com até 6 meses de vida recebam exclusivamente o leite materno.Na Semana Mundial da Amamentação, o órgão divulgou que mais de dois terços das 8,8 milhões de mortes anuais de crianças menores de 5 anos são provocadas pela subnutrição. A doença está associada, inclusive, a práticas de alimentação inadequadas, como a mamadeira, nos primeiros cinco meses de vida.De acordo com a OMS, aumentar os índices de aleitamento materno é a chave para melhorar a nutrição de crianças em todo o mundo. Os hospitais que receberam o título de Amigos da Criança, segundo o órgão, têm o potencial de oferecer a milhões de bebês um início de vida mais saudável.

No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revela que os bebês nascidos nessas instituições mamam por um período maior do que as crianças nascidas em outras maternidades. Atualmente, 335 hospitais brasileiros têm o título, conferido pela OMS em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).O leite materno é considerado pela OMS como o alimento ideal para recém-nascidos e crianças pequenas. Ele é seguro e oferece ao bebê todos os nutrientes que precisa para um desenvolvimento saudável, além de conter anticorpos que protegem as crianças de doenças comuns na infância. De acordo com o órgão, a falta de orientação e de apoio por parte de profissionais de saúde é uma das razões que levam mães a interromperem a amamentação poucas semanas após darem à luz.


Fonte:Diário Popular.

Poluição dos carros aumenta chances de doenças respiratórias em jovens

Chances de internação chegam a 78% no inverno em regiões de grande circulação.

Os poluentes emitidos por veículos aumentam as chances de crianças e adolescentes até 18 anos serem internados por doenças respiratórias. Estudos da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP indicam que há uma relação direta entre o aumento das possibilidades de jovens desenvolverem essas doenças e a localização de sua residência em locais de grande circulação de veículos. Isso acontece porque nessas áreas são maiores as concentrações de óxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e materiais particulados (PM).

A pesquisa da bióloga Giovana Iara Ferreira Moser de Toledo teve a orientação da professora Adelaide Cássia Nardocci, do Departamento de Saúde Ambiental da FSP. O estudo divide as concentrações de poluentes em quatro níveis, denominados quartiis. O primeiro é o menos poluído — até 25% de concentração de poluentes — e o quarto é o mais poluído — mais de 75% de concentração de poluentes. Verificou-se que nas áreas mais poluídas, entre elas a região central do centro expandido de São Paulo, o risco de jovens serem internados por doenças respiratórias é maior.

Além disso, as chances de internação são diferentes para os períodos de inverno e verão. No quartil mais poluído, as chances chegam a 78% no inverno, ante 45% no verão. A diferença entre as estações também é verificada nas áreas menos poluídas. Nestas, no inverno, a chance de internação é de 56%, enquanto no verão é de 21%. Segundo Giovana, nos dois períodos a poluição é maior onde o tráfego de veículos é mais acentuado, porém, no inverno, as internações são mais frequentes em função das características de temperatura e regime de chuvas, que dificultam a dispersão de poluentes.

A pesquisa também verificou a maior probabilidade de internação de acordo com piores condições socioeconômicas dos jovens. De acordo com Giovana, uma explicação para isso pode ser o fato de pessoas mais carentes procurarem hospitais quando já estão em fase mais avançada da doença. Pessoas com melhores condições financeiras, entretanto, podem tratar a doença antes de seu quadro clínico tornar-se grave e necessitar de internação.

— Nesta área de estudo, a população de menor nível socioeconômico também está predominantemente localizada no entorno de vias de alto tráfego e, portanto, a relação com a poluição tem um peso grande.


Avaliação detalhada

O estudo de Giovana difere de outros já existentes, pois analisou de maneira detalhada as quantidades de poluentes emitidos por veículos em cada área da cidade. Os 2.499 setores censitários da cidade de São Paulo, demarcados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram analisados e distribuídos entre os quartiis, ou seja, houve uma avaliação em micro-escala da relação entre os poluentes veiculares e a saúde da população.

— Estudos antigos analisavam a poluição de maneira mais abrangente — declara Giovana, que completa:

— Com um estudo mais detalhado você pode definir áreas prioritárias para intervenção, levando em conta não só a fluidez do trânsito, mas também a saúde da população do entorno.


Fonte:ClicRBS - Bem Estar /AGÊNCIA USP DE NOTÍCIAS

Projeto do Hospital São Francisco em Pelotas favorece o contato entre mãe e bebê após o parto

Dando sequência ao quarto dos dez passos que compõem o programa Hospital Amigo da Criança, o Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP) prepara-se para lançar o Projeto pela Vida. Considerado pela nutricionista Rejane Radunz um dos projetos mais importantes no setor materno-infantil do hospital, este prevê o favorecimento do contato entre mãe e bebê logo após o parto, evitando que estes sejam separados, caso não haja razão médica para isto. A ideia é criar uma roupa de parto que facilite o contato pele a pele entre mãe e bebê e que mantenha o recém-nascido aquecido.

O projeto conta com o apoio do curso de Design de Moda da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) que, através de seis alunas do curso, irá criar e confeccionar uma linha de roupas especial para as mamães e os bebês usarem após o parto. Conforme Rejane, ao longo de todo projeto vários profissionais opinaram e contribuíram com suas vivências profissionais, entre eles, a Drª Luisa Novaes, da Pediatria, o Dr. Gil Nei Pinheiro, da Maternidade, e a Gerente de Enfermagem, Mara Thurow.Através do Projeto pela Vida, o hospital pretende contribuir para a redução das taxas de mortalidade infantil, tornando-se referência em atendimento materno-infantil para outras instituições. O Projeto Vida será apresentado na primeira semana de agosto, durante as comemorações da Semana Mundial de Amamentação, cujo tema será o programa Hospital Amigo da Criança.


Fonte:ClicRBS - Pelotas por Bianca Zanella.

domingo, 1 de agosto de 2010

Brasil bate recorde de transplantes no 1º semestre

O Brasil realizou 2.367 transplantes de órgãos no primeiro semestre. Recorde, o número é 16,4% maior do que o registrado em igual período de 2009, segundo o Ministério da Saúde, que atribui o avanço à melhor capacitação dos profissionais do setor.

Apesar da alta, os procedimentos seguem concentrados: São Paulo tem 52% de todas as ocorrências e, juntos, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm outros 20%. Enquanto isso, Amazonas, Goiás e Rondônia não tiveram nenhum órgão transplantado.

O procedimento mais realizado foi o que envolve o rim, com mais da metade dos casos: 1.486 brasileiros receberam esse órgão durante os seis meses. O número cresceu 21% se comparado ao ano passado. Em seguida, o fígado teve 663 ocorrências, com aumento de 36%. Já o coração teve um caso a menos na comparação com 2009.

Uma das ações citadas pelo secretário nacional de atenção à saúde, Alberto Beltrame, foi o treinamento das equipes para a manutenção de pacientes em casos de morte encefálica. Outra foi a criação de organizações de procura de órgãos, entidades que fazem a intermediação entre centrais, hospitais e famílias.
 
Fonte:Diário Popular.