quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pesquisadores avaliam a ação da toxina da aranha-armadeira.

Belo Horizonte — A picada da aranha-armadeira traz transtornos para suas vítimas. Além de dor imediata e severa, que, normalmente, irradia para o membro atingido, é comum ocasionar inchaço e dormência local, aumento dos batimentos cardíacos, elevação da pressão arterial e agitação psicomotora. Contudo, é a partir de experiências bem-sucedidas com o seu temido veneno que um importante medicamento analgésico poderá entrar no mercado num futuro próximo. Graças ao poder da toxina, será possível tratar diferentes tipos de dores, como aguda, crônica, inflamatória, cirúrgica, neuropática (comum nos diabéticos) e, inclusive, aquela induzida pelo câncer.

“O setor farmacêutico procura um agente terapêutico efetivo para a dor, que não provoque tantos efeitos colaterais quanto produzem as drogas já existentes no mercado”, avalia Marcus Vinícius Gómez, professor da pós-graduação do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do Grupo Santa Casa, em Belo Horizonte. Segundo ele, alguns laboratórios já se mostraram interessados em dar início aos testes clínicos em humanos com a toxina que foi purificada na Fundação Ezequiel Dias (Funed) e cujas ações farmacológicas foram por ele estudadas em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Concluída essa etapa, o caminho é partir para a produção efetiva de um novo medicamento, que terá produção garantida graças à obtenção da toxina recombinante (desenvolvida em laboratório), que repete os efeitos analgésicos do veneno natural da aranha.

A ação terapêutica da substância retirada da armadeira (Phoneutria nigriventer), patenteada com o nome de Ph-alfa-1beta, vem sendo estudada há cerca de 15 anos pelos pesquisadores mineiros. Nas experiências básicas, avaliou-se seu comportamento em diversos modelos de dor. Os resultados mostraram que ela é mais potente em seu efeito analgésico do que a morfina e, além disso, sua ação dura mais, cerca de 24 horas. Esses resultados possibilitaram que o grupo de pesquisadores publicasse a pesquisa na revista Pain, de grande renome no meio científico, especialmente no que se refere a estudos relativos à dor.

Os cientistas também demonstraram que a toxina atua em dois alvos terapêuticos da dor, tornando-se a única no mercado a atingi-los. Além disso, na comparação com a droga Prialt, recentemente liberada para uso humano nos Estados Unidos, observaram que o veneno da aranha provoca menos reações adversas. Se comparada com a morfina, a toxina da armadeira ainda traz a vantagem de não desenvolver tolerância, ou seja, ela exerce sua ação analgésica independentemente do número de vezes que é aplicada, o que não ocorre com a morfina.

Segundo Gómez, a toxina da aranha age impedindo a entrada de cálcio nos terminais nervosos e, consequentemente, inibindo a liberação do glutamato, um neurotransmissor presente no líquor da medula espinhal. Nesse aspecto, os pesquisadores mediram a concentração de glutamato no processo doloroso e observaram que a toxina da aranha era mais potente em diminuir o glutamato do líquor da medula espinhal do que os analgésicos atualmente em uso.

O professor afirma que, no veneno de aranha, foram isoladas outras duas toxinas.Uma nas arritmias cardíacas e outra nas isquemias cerebral e da retina. No caso da isquemia, a toxina seria responsável por proteger a célula da morte induzida pelo choque isquêmico. No estudo da isquemia da retina, projeto desenvolvido pelo IEP em parceria com a Clínica Oftalmológica da Santa Casa, verificou-se que a toxina atua provocando regeneração das células que foram comprometidas.

Já nas pesquisas envolvendo arritmias cardíacas, que estão sendo realizadas em parceria com pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, os resultados demonstram que a ação da toxina envolve o aumento da liberação da acetilcolina, neurotransmissor que atua no sistema nervoso central. As toxinas envolvidas nos três estudos foram purificadas na Funed e deram origem a duas patentes. Uma terceira está sendo solicitada pelos pesquisadores.

Mecanismo da dor
Durante um processo de dor, ocorre o aumento da entrada de cálcio e da liberação do neurotransmissor excitatório glutamato no líquor da medula espinhal. Esse aumento sensibiliza receptores no cérebro, que respondem com a sensação de dor

Controle
Agentes analgésicos (morfina e a toxina da aranha, por exemplo) diminuem a liberação de glutamato, fazendo com que o cérebro seja menos estimulado e, consequentemente, iniba a sensação de dor

Comparação entre morfina e toxina da aranha.
Em relação à morfina, a toxina da aranha-armadeira não desenvolve o fenômeno de tolerância (deixar de produzir efeito na dor). Além disso, a toxina tem ação mais duradoura, cerca de 24 horas, enquanto o efeito da morfina dura em torno de 4 a 5 horas. Outra vanatgem é que a substância provoca menos reações adversas ao organismo.


Fonte:Correio Brasiliense.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Homens fazem mais exames de próstata e vasectomias.

O Ministério da Saúde comemora importantes resultados da Política Nacional de Saúde do Homem, que completa o primeiro ano no final deste mês. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram o avanço da participação masculina no planejamento familiar e o crescimento da quantidade de exames de próstata realizados no SUS. O Brasil foi o país pioneiro na América Latina a implementar uma política pública de saúde específica para os homens.

Em sete anos, a quantidade de vasectomias feitas pelo SUS cresceu 79%. O número de cirurgias saltou de 19.103, em 2003, para 34.144, em 2009. Durante o lançamento da política, ano passado, o Ministério aumentou em 148% o valor pago por procedimento em ambulatório (de R$ 123,18 para R$ 306,47) e em 20% o valor por operação feita com internação (de R$ 255,39 para R$ 306,47).

O crescimento da quantidade de exames de próstata também indica que os homens também estão se cuidando mais para prevenir complicações como o câncer. De 2003 a 2009, triplicou o número de testes que detectam uma atividade anormal da próstata. A quantidade de PSAs (Dosagem de Antígeno Prostático Específico) realizadas na rede pública de saúde saltou de um para três milhões nesse período.

No total, 70 municípios - incluindo todas as capitais - já aderiram à Política Nacional de Saúde do Homem. Para cada uma dessas cidades, o governo federal repassa R$ 75 mil para o financiamento de ações e serviços relacionados à política. Além disso, o governo federal coloca à disposição dos estados e municípios recursos da ordem de R$ 613 milhões para ações indiretas, como distribuição de cartilhas, ações de educação, de comunicação e campanhas.

Fonte:Diário Popular.

Chocolate pode reduzir risco de insuficiência cardíaca, diz estudo.

Pesquisa foi feita com quase 32 mil mulheres suecas, durante nove anos.
Alimento deve ter alto teor de cacau e ser consumido moderadamente.

Um estudo conduzido com quase 32 mil mulheres suecas de meia-idade e idosas aponta que o consumo moderado de chocolate reduz o risco de insuficiência cardíaca, conforme divulgado em revista da Sociedade Americana do Coração nesta terça-feira (17).Mulheres que consumiram uma ou duas porções de chocolate de boa qualidade por semana tiveram um risco 32% menor de insuficiência cardíaca. Se a ingestão aconteceu até três vezes durante um mês, a chance caiu 26%. Para as pessoas que comeram chocolate todos os dias, a pesquisa não apresentou benefícios relacionados ao consumo contra a doença.

Participaram da pesquisa mulheres entre 48 e 83 anos. Até 61 anos, as porções consideradas eram de 30 gramas. Para o restante mais idoso, os pedaços de chocolate tinham 19 gramas. As mulheres responderam a questionários para informar sobre a frequência e o tipo de chocolate que comiam.Os resultados foram combinados com dados do serviço sueco de hospitalizações e registros de óbitos entre 1998 e 2006, com a adoção de análises estatísticas para chegar a conclusões sobre a relação entre chocolate e insuficiência cardíaca.

Uma possível explicação pode estar nos flavonoides, compostos presentes em chocolates, ligados à diminuição da pressão sanguínea segundo boa parte da comunidade científica.Segundo a coordenadora do estudo, a médica Murray Mittleman, a ausência de efeito protetor entre mulheres que consumiram chocolate todos os dias provavelmente se justifica pelo acúmulo de gorduras.

"Se você precisa experimentar chocolate, opte pelo amargo e sempre com moderação", diz Mittleman. "Não é possível ignorar que o chocolate é um alimento relativamente calórico e comer grandes quantidades pode levar ao aumento de peso."

A especialista ainda afirma que diferenças nas taxas de cacau dos chocolates consumidos pelas participantes da pesquisa alteram os resultados. No caso sueco, 90% das mulheres afirmaram ter ingerido chocolate ao leite, que contém 30% de sólidos de cacau. Esse valor já seria suficiente para classificar o mesmo produto nos Estados Unidos como chocolate amargo.

Fonte:G1

Pesquisadores buscam devendar mecanismo que deflagra a dependência química.

Dois novos estudos descobrem como proteínas e neurotransmissores funcionam ao entrar em contato com a cocaína.

A descoberta de como a cocaína age no cérebro e desencadeia os mecanismos do vício pode levar ao desenvolvimento de terapias eficazes no combate à dependência química. Novos estudos publicados neste mês por cientistas americanos descrevem o comportamento de proteínas e neurotransmissores (1) quando entram em contato com a substância. As pesquisas sugerem abordagens promissoras para combater os efeitos maléficos de uma droga que afeta 14 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com as Nações Unidas.

Uma das pesquisas, publicada no periódico científico Neuropsychopharmacology, identificou uma reação química no cérebro de dependentes, diferente daquela observada em pessoas saudáveis. “Nós descobrimos que o fluxo sanguíneo nas áreas cerebrais envolvidas com os efeitos de recompensa e de vontade provocados pela cocaína é diferente nos dependentes. Agora, temos um foco para uma intervenção farmacológica”, disse ao Correio Bryon Adinoff, professor de psiquiatria da Universidade do Texas (UT) e principal autor do estudo, do qual também participou o professor de radiologia da UT Michael Devous.

A pesquisa foi feita com 22 pessoas saudáveis e 23 dependentes de cocaína que estavam abstêmios — em períodos que variavam entre uma e seis semanas. Os dois grupos receberam, durante dois dias, uma injeção de escopolamina e fisostigmina, substâncias seguras que agem nos receptores da acetilcolina, um neurotransmissor liberado pelo sistema nervoso central quando o corpo necessita ser estimulado. No terceiro dia, os voluntários receberam uma nova injeção — dessa vez, de uma solução com água e sais minerais. Seus cérebros foram escaneados por meio de uma tomografia computadorizada, que investigou o fluxo sanguíneo na região límbica, onde se concentram as emoções humanas.

“É um sistema bastante complicado”, diz Adinoff. “A ideia era provocar alguma reação. Não sabíamos se ficaria mais ou menos ativo, só queríamos saber se haveria alguma mudança.” Tanto a escopolamina quanto a fisostigmina são substâncias que induzem mudanças no fluxo sanguíneo nas regiões límbicas, mas o padrão mostrou-se diferente nos dependentes químicos, quando comparados aos indivíduos saudáveis. Segundo Adinoff, uma das áreas mais afetadas foi o córtex do hipocampo, estrutura relacionada à formação de novas memórias, à navegação espacial e à regulação da resposta ao estresse.

De acordo com Adinoff, outros estudos já mostraram que essa parte do cérebro controla os fatores bioquímicos que fazem com que algumas pessoas necessitem usar mais cocaína do que outras. “Isso faz sentido. O córtex do hipocampo é uma região isolada com muitos receptores colinérgicos (neurotransmissor que libera a acetilcolina). A amígdala, que está relacionada com a sensação de vontade ou necessidade de se ter ou consumir alguma coisa, também foi afetada pelo estímulo do sistema colinérgico. Essas duas áreas do cérebro são relevantes porque são os locais onde as drogas desencadeiam os efeitos de vício. Então, talvez possamos inibir esse desejo de consumir a droga por meio de medicamentos que afetem esse sistema”, diz Adinoff.

Efeito “bumerangue”
Em outra pesquisa, publicada na revista científica Biological Psychiatry, o foco foi o glutamato, principal neurotransmissor excitatório do sistema nervoso, relacionado a habilidades como o aprendizado e a memória. Atualmente, os receptores de glutamato (mGluRs) são considerados um alvo importante para descobertas sobre novos medicamentos que tratem distúrbios neurológicos e psiquiátricos, incluindo a dependência química.

Os cientistas do Instituto de Pesquisa Scripps, nos Estados Unidos, investigaram se a desregulação na função dos mGluRs é um fator que estimula o autoconsumo de cocaína por ratos de laboratório. Eles descobriram que um aumento da ingestão da droga faz crescer os níveis de uma proteína chamada MeCP2 e, como em um efeito bumerangue, quanto maior a presença dessa substância no cérebro, mais necessidade os animais tiveram de consumir cocaína.

Ao mesmo tempo, quando o cérebro consegue balancear a recepção da MeCP2 e de uma molécula de proteínas chamada miRNA-212, a procura voluntária pela droga diminui — ao menos, entre os ratos. O que faz com que as estruturas cerebrais promovam esse balanço, porém, não foi determinado pelos pesquisadores e será alvo de um estudo futuro. “Essa pesquisa representa mais uma peça no quebra-cabeças que determina a vulnerabilidade à dependência da cocaína”, disse ao Correio Paul J. Kenny, um dos autores do estudo, publicado na Nature Neuroscience. “Se pudermos continuar a juntar as peças, talvez consigamos determinar se há um tratamento viável para a dependência.”

Essa foi a segunda vez no ano que pesquisadores do Instituto Scripps conseguiram identificar um fator determinante para a autoadministração de cocaína em roedores. Em julho, eles descreveram, na revista Nature, o papel que a molécula miRNA-212 desempenha na diminuição do desejo de consumir a droga. “No futuro, pode ser possível desenvolver uma pequena molécula que imite ou estimule a produção do microRNA. Uma vez que entendemos o mecanismo, podemos descobrir novos alvos que teriam um efeito similar diretamente sobre o microRNA”, afirma Kenny.

1 - Troca de informações
Produzidos pelas células nervosas, os neurotransmissores são substâncias químicas que enviam informações a outras células do organismo. A ciência já identificou cerca de 60 neurotransmissores, sendo que cada um deles tem um efeito diferente, dependendo de onde está localizado e da forma como é ativado. A acetilcolina, investigada no estudo, é uma das principais substâncias produzidas pelos neurônios, pois está associada a diferentes funções, como memória e aprendizado.


Fonte:Correio Brasiliense.
Por:Paloma Oliveto


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ritmo de caminhada revela saúde do idoso.

Cérebro, coluna, nervos, músculos, articulações. Coração e pulmões. Juntos, e funcionando bem, são eles que permitem o caminhar ereto, ritmado. Mas, principalmente na terceira idade, se o complexo sistema não vai bem, os pés arrastam-se, a coluna dobra, o movimento é cada vez mais lento.

Médicos defendem que a velocidade de marcha também seja considerada um medidor de saúde durante o envelhecimento, tão relevante quanto outros quatro sinais vitais já avaliados nas consultas: pressão, frequência respiratória, temperatura e massa corporal.

Perder a velocidade dos movimentos é um sinal natural de diminuição da vitalidade, de saúde deficiente em diferentes espécies, mas muitos especialistas não levam isso em conta.

Em trabalho publicado no fim de 2009 na revista científica Journal of Nutrition, Health and Aging, membros de uma força-tarefa da Academia Internacional de Nutrição e Envelhecimento apontaram, após revisão da literatura, que a velocidade de marcha é um instrumento eficiente para prever expectativa de vida, surgimento de incapacidade física, necessidade de hospitalização, quedas e demências. Justamente por ser a expressão da interação de diferentes órgãos e estruturas do corpo.

Segundo o estudo, uma velocidade de marcha menor do que 0,6 m/s deve ser considerada extremamente preocupante. Entre 0,6 a 1 m/s, a situação é regular. E acima de 1 m/s, normal.

— O andar é fundamental para o bem-estar. Todo mundo que já quebrou a perna sabe o quanto é ruim. As pessoas se preocupam com o idoso, mas não com sua mobilidade —, afirma Stephanie Studenski, professora da divisão de Medicina Geriátrica da Universidade de Pittsburgh (EUA) e uma das maiores autoridades mundiais em mobilidade de idosos.

Ela esteve no 17.º Congresso Brasileiro de Geriatria, no mês passado, em Belo Horizonte. Anormalidades na marcha podem indicar, por exemplo, o avanço de uma doença que já acomete o idoso, como uma cardiopatia, ou então um ou vários problemas de saúde desconhecidos que demandam investigação, como artrite, doenças pulmonares, distúrbios da visão ou causados pela diabete.

Segundo Stephanie, mesmo a depressão pode levar um idoso a arrastar-se. Além disso, a velocidade da marcha revela o consumo de energia dos velhos, o que ajuda predizer sua capacidade de cumprir tarefas cotidianas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte:Agência Estado.

Vacina da pólio será aplicada até sexta-feira.

pais poderão levar as crianças menores de cinco anos aos postos de saúde entre hoje e sexta-feira.


O frio e a chuva que atingiram o Rio Grande do Sul sábado prejudicaram a segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a paralisia infantil. A Secretaria Estadual da Saúde decidiu prorrogar a imunização para atingir a meta no Estado. 

Os pais poderão levar as crianças menores de cinco anos aos postos de saúde entre hoje e sexta-feira. 

De acordo com a chefe de vigilância epidemiológica, Marilina Bercini, nas regiões onde choveu, pouco mais da metade das crianças foi vacinada. 

Unidades de saúde vão vacinar de hoje até sexta crianças de zero a cinco anos 

- A meta é imunizar 704.415 crianças.

Fonte:ClicRBS - Bem Estar.

Sobrepeso infantil faz entidades recomendarem diminuição de guloseimas no lanche.

Nutricionista dá dicas de como driblar doces, salgadinhos e refrigerantes.


Seja qual for a época do ano, escolher o que colocar na bolsa da criança para a hora do lanche é sempre um desafio. Para a maioria dos pais, a falta de tempo faz com que eles optem por alimentos práticos, nem sempre saudáveis, ou por propostas que geralmente se repetem.

O resultado dessas escolhas, entretanto, têm sido preocupante. Conforme uma pesquisa feita com crianças de 10 a 15 anos, descobriu-se que predominam na alimentação escolar gulosiemas, salgadinho de pacote e bolachas, além de refrigerante.

Ou seja, uma dieta rica em sódio, açúcar e gordura. Por conta disso, no panorama geral, 8,8% dos adolescentes entrevistados apresentaram baixo peso e 23,4% estão com excesso de peso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada 10 crianças em idade escolar esteja com excesso de peso, o que representa, numa faixa etária de cinco a 17 anos, que entre 2 e 3% dos pequenos estão obesos.

– O mau hábito pode trazer colesterol alto e hipertensão arterial na infância, principalmente para os que possuem suscetibilidade genética. É imprescindível que a criança tenha uma alimentação equilibrada e consuma diariamente as quantidades de nutrientes adequadas para o crescimento – alerta a nutricionista Gisele Pavin, coordenadora de nutrição da Unilever.

Para driblar as estatísticas, os pais são aliados da saúde das crianças. Na hora de preparar o lanche escolar, o ideal é escolher alimentos que sejam atrativos e que façam a diferença no desenvolvimento físico e mental: bolos e tortas integrais sem recheios cremosos, sanduíches com proteínas magras como queijos, peito de peru ou atum, sucos enriquecidos com cálcio, vitaminas e outros minerais, essenciais ao bom funcionamento do organismo. Abaixo, a nutricionista dá outras dicas:

Saiba mais:

PRATICIDADE

- No quesito rápido e saudável, opte por incluir uma fruta na merendeira. Pode ser uma porção inteira de banana, maçã ou pera, por exemplo, ou potinhos com a fruta picada e lavada – morango, laranja e abacaxi são deliciosas e atrativas opções para as crianças.

PÃES E BOLOS

- Alimentos fontes de carboidrato são essenciais para dar energia aos pequenos. Escolha um bolo simples, sem muita cobertura, ou um sanduíche com pão integral e recheio de peite de peru, presunto magro ou pastinhas com maionese light, ervas, cenoura ralada e alface.

SUCOS E REFRIGERANTES

- Sempre que possível, evite os refrigerantes na hora do lanche e escolha sucos (regulares ou de soja). Os pais devem observar, principalmente, a quantidade de açúcar, sódio e gordura (nos achocolados) indicada no rótulo das bebidas.


Fonte:Zero Hora.

Saiba mais sobre os três tipos mais comuns de câncer de pele.

Câncer de pele exige diagnóstico de profissional especializado.

O câncer de pele é o tipo de câncer de maior incidência no Brasil. Representa cerca de 25% dos tumores malignos registrados no país nos últimos anos, sendo que, em 2008, mais de 50 mil brasileiros manifestaram a doença, segundo estudos do Instituto Nacional do Câncer.
A doença se caracteriza pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, explica o dermatologista Marco Antônio de Oliveira, especializado em oncologia e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. As células formam camadas, umas mais profundas que as outras. Os diferentes tipos de câncer de pele estão relacionados à profundidade das camadas afetadas.
— A pele humana tem uma substância chamada melanina, que é responsável por criar uma espécie de barreira que protege o núcleo das células contra os efeitos malignos de agentes externos, como, por exemplo, a radiação ultravioleta dos raios solares. Quando as células da pele que têm este pigmento perdem sua função normal, elas se proliferam de maneira desordenada, reproduzindo e formando lesões irregulares, que caracterizam o câncer — diz.
Existem três tipos mais comuns de câncer de pele:
O carcinoma basocelular é o mais freqüente, representando 85% dos casos. É mais comum surgir ao redor dos 40 anos, pois está diretamente ligado à exposição solar cumulativa durante a vida. Apesar de raramente causar metástase, pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos.
Já o carcinoma espinocelular representa 10% dos casos e é uma modalidade mais grave do que o carcinoma basocelular. Pode se disseminar por meio de gânglios e derivar em metástase. Entre suas causas, além da exposição prolongada aos raios solares durante a vida, principalmente sem a proteção adequada, também está o tabagismo.
O melanoma é o tipo mais perigoso, com alto potencial de produzir metástase. Não responde bem a tratamentos e representa aproximadamente 3% dos casos. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoce. É mais freqüente em pessoas de pele clara e sensível. Normalmente, inicia-se com uma pinta escura.
O índice de mortalidade provocado pelo câncer de pele é pequeno, sendo que apenas o melanoma pode levar a óbito. A morbidade, por sua vez, se manifesta em grande parte dos casos, se não houver um rápido diagnóstico e tratamento adequado, pode provocar a destruição local das células da pele, deformações e, até mesmo, mutilações. Para estes casos, os tratamentos mais comuns incluem cirurgias ambulatoriais (ou de maior porte, nos casos mais graves) e radioterapia.
A maior arma contra o câncer de pele é a prevenção, explica o dermatologista. A predisposição genética, exposição constante a raios-X e a substâncias químicas (como arsênico e outros produtos tóxicos) e ao vírus do HPV são outras causas que podem levar ao surgimento do câncer.
No entanto, a principal medida é, sem dúvida, evitar a exposição aos raios solares, pois seus efeitos são cumulativos, fazendo com que a doença apareça após muitos anos. Utilizar sempre o filtro solar e evitar os horários em que a incidência dos raios ultravioleta é maior (entre as 10h e as 16h) são medidas simples que ajudam a manter a pele saudável e a evitar problemas desagradáveis e perigosos no futuro.
— Cabe ao médico especializado em oncologia dermatológica identificar as causas da doença, a fim de fazer o diagnóstico correto e estabelecer o tratamento mais adequado a cada caso — alerta Marco Antônio de Oliveira.


Fonte:ClicRBS- BEM ESTAR.

Adversidades e estresse na infância geram problemas de saúde no futuro.

Riscos de longo prazo.
Adversidades e estresse no início da vida podem levar a problemas de saúde no futuro e até mesmo à morte prematura, segundo uma série de estudos apresentados em um encontro da Associação Americana de Psicologia, na Califórnia.

Os estudos sugerem que o estresse na infância provocado pela pobreza ou por abusos pode levar a doenças cardíacas, inflamação e acelerar o envelhecimento celular.

Segundo os responsáveis pelas pesquisas, as experiências no início da vida podem deixar "marcas duradouras" sobre a saúde no longo prazo.

Emoções negativas.
Em um dos estudos, pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, analisaram a relação entre viver em pobreza e os sinais iniciais de doenças cardíacas em 200 adolescentes saudáveis.

Eles verificaram que aqueles que vinham de famílias mais pobres tinham artérias mais endurecidas e uma pressão sanguínea mais elevada.

Uma segunda pesquisa do mesmo grupo mostrou que as crianças dos lares mais pobres eram mais propensas a interpretar uma série de situações sociais simuladas como ameaçadoras.

Elas também tinham pressão e batimentos cardíacos mais altos e apresentaram sinais mais fortes de hostilidade e raiva em três testes de laboratório.

Os resultados apoiam outras pesquisas que mostram uma ligação entre uma infância com alto nível de estresse e futuras doenças cardiovasculares, segundo a coordenadora dos estudos, Karen Matthews.

Segundo ela, ambientes imprevisíveis e com estresse levam as crianças a ficarem "hipervigilantes" em relação a percepções de ameaças.

"Interações com outros se tornam então uma fonte de estresse, que pode elevar o nível de estimulação, a pressão sanguínea e os níveis de inflamação e esgotar as reservas do corpo. Isso estabelece o risco para doenças cardiovasculares", disse.

Emoções que afetam o corpo

Outro estudo apresentado na conferência mostrou que eventos na infância como a morte de um dos pais ou abusos podem tornar as pessoas mais vulneráveis aos efeitos do estresse na vida posterior e até mesmo reduzir a expectativa de vida.

Pesquisadores da Universidade de Ohio State analisaram um grupo de adultos mais velhos, alguns dos quais cuidavam de pessoas com demência.

Eles avaliaram diversos indicadores de inflamação no sangue que podem ser sinais de estresse, assim como o comprimento dos telômeros - fitas de DNA que se encurtam a cada vez que as células se dividem e que podem ter relação com doenças relacionadas à idade.

Os 132 participantes também responderam a um questionário sobre depressão e sobre abusos ou negligências sofridos na infância.

O estudo relacionou abusos físicos, emocionais ou sexuais durante a infância com telômeros mais curtos e níveis mais altos de inflamação mesmo após serem descartados outros fatores como idade, sexo, índice de massa corporal, exercícios, sono e se a pessoa era responsável por cuidar de alguém.

"Nossa pesquisa mostra que as adversidades na infância deixam uma sombra longa sobre a saúde da pessoa e podem levar a inflamações e envelhecimento celular muito antes do que em aqueles que não passaram por isso", disse a coordenadora do estudo, Janice Kiecolt-Glaser.

"Aqueles que sofrem diversas adversidades podem encurtar sua expectativa de vida entre 7 e 15 anos", afirmou.

Fonte:Diário da Saúde.

Auto-exame e mamografia são fundamentais para a prevenção ou descoberta do câncer de mama.

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum nas mulheres. Se diagnosticado em fases iniciais, tem ótimas chances de cura. Mesmo quando a avaliação não é tão precoce, novas terapidas têm possibilitado a muitas mulheres viver com a doença e apresentar uma boa qualidade de vida.

O melhor meio para detectar o câncer de mama é através da mamografia, que é capaz de deteectar o tumor antes mesmo que ele se torne palpável. Dessa forma, as chances de cura se tornam muito maiores, descartando a necessidade de retirada da mama para o tratamento. Apesar de ser um método eficaz, a mamografia não descarta o aauto-exame e o exame feito pelo ginecologista ou mastologista, já que alguns nódulos, apesar de palpáveis, não são detectados pela mamografia.

O auto-exame deve ser feiuto aproximadamente sete dias após cada menstruação, ou se a mulher não menstrua mais, pelo menos uma vez por mês em qualquer época. os principais sintomas do câncer de mama são: aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou embaixo do braço; mudança no tamanho ou no formato da mama; alteração na coloração ou sensibilidade da pele da mama ou da aréola; secreção contpinua por um dos ductos; retração da pele da mama ou do mamilo; inchaço significativo ou distorção da pele e/ou mucosas.

Informações no Instituto da Mama do RS, no www.instiutomama.org.br
por Carla Santin Ebone - Marau , dia 16/08/2010 às 15:37

domingo, 15 de agosto de 2010

Resultado parcial da campanha contra a pólio indica que mais de 7 milhões receberam vacinas.

Brasília – Mais de 7,1 milhões de crianças foram vacinadas até as 17h30 de ontem (14) contra poliomielite. Os números do Ministério da Saúde são preliminares e deverão ser alterados à medida que estados e municípios atualizem o banco de dados do ministério. O balanço final só deverá ser anunciado em duas semanas. Crianças até 5 anos que não tomaram as gotinhas devem procurar a unidade de saúde mais próxima da rede pública, onde a vacina ainda estará disponível.

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carmem Osterno, é comum alguns profissionais de saúde digitarem os dados somente após o término da vacinação, o que justificaria o número de vacinações estar ainda tão abaixo da meta do governo, que é de imunizar 14,6 milhões de crianças, o que corresponde a 95% dos menores de 5 anos.

Cerca de 115 mil postos de vacinação participaram da campanha. Ao todo, 24 milhões de doses de vacinas foram distribuídas. Somando aos números registrados na primeira fase da campanha – realizada no dia 12 de junho, quando 14 milhões de crianças foram imunizadas – foram distribuídas 48 milhões de doses.

Ao todo, foram investidos R$ 40,9 milhões nas duas fases da campanha. Destes, R$ 20,8 milhões foram gastos na compra de vacinas; e R$ 20,1 milhões em repasses para as secretarias estaduais e municipais de Saúde, parceiros do Ministério na realização da campanha.

Com a estratégia adotada pelo Brasil – que realiza campanhas nacionais anuais, divididas em duas etapas, com intervalo de dois meses entre as doses – foi possível eliminar o vírus da poliomielite no país e, desde 1989, não há registros da doença. Isso rendeu a certificação internacional, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de erradicação da doença em todo o território nacional.

A poliomielite ainda é uma doença comum em diversas partes do mundo. Com a imunização, previne-se contra os riscos de importação de casos. Dados da OMS indicam que 26 países ainda registram casos da doença. Destes, quatro possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão.

Outros 22 países têm registro de casos importados: Tajiquistão, Angola, Chade, Sudão, Uganda, Quênia, Benin, Togo, Burkina Faso, Níger, Mali, Libéria, Serra Leoa, Mauritânia, Senegal, República Centro Africana, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Nepal, Guiné, Camarões e Burundi.

O ministério ressalta que é importante que todas as crianças menores de cinco anos tomem as duas doses da vacina durante a campanha nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente. Apesar de não haver contraindicações, recomenda-se que as crianças com febre acima de 38 graus Celsius ou com alguma infecção sejam avaliadas por um médico antes de receberem as gotinhas.

A vacina também não é recomendada para crianças que tenham problemas de imunodepressão, como pacientes de câncer e aids ou de doenças que afetem o sistema de defesa do organismo.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente, nos membros inferiores. A doença é transmitida por um vírus e a contaminação se dá principalmente por via oral.

A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela é administrada via oral, em gotas, e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde para a imunização de rotina. Segundo o calendário básico de vacinação, os bebês devem receber a vacina aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses, recebem o primeiro reforço.

Fonte: Agencia Brasil.

Ação da UCPel orienta famílias na Sanga Funda.

Na tarde de sábado (14), a comunidade da Sanga Funda respondeu com participação, alegria e curiosidade à primeira edição do Sanga Saúde. A atividade, realizada por alunos dos cursos de Enfermagem, Medicina e Serviço Social da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) levou informação, entretenimento e ações de saúde ao público presente no evento, instalado no CTG Unidos da Querência.

O evento ocorreu das 13h às 17h, mas pela manhã incorporou a campanha de vacinação contra a poliomielite, uma parceria com a Secretaria de Saúde. O Sanga Saúde foi idealizado pelos oito estudantes e três preceptores que integram o Programa de Educação pelo Trabalho (PET - Saúde da Família), projeto do governo federal, desenvolvido na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Sanga Funda.

O projeto teve início este ano na UBS da Sanga Funda. Durante a tarde a população do local teve acesso a dicas sobre hipertensão, diabetes, saúde bucal e alimentação, entre outros temas, além de obter informações sobre previdência social. Números musicais, brinquedos infláveis e os animadores do grupo Tholl fizeram a alegria da garotada.


Fonte:Diário Popular.
Por:Ana Cláudia Dias

sábado, 14 de agosto de 2010

Anvisa põe em consulta pública normas de remédios específicos.

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou em consulta pública proposta com normas para o registro de remédios específicos e também para o uso dos ácidos graxos Ômega 3 e da própolis como ingredientes de medicamentos.

Na proposta, a Vigilância Sanitária estipula regras de segurança, padrão de qualidade e comprovação de eficácia para que esses remédios possam ser vendidos ao cidadão. O Ômega 3 é encontrado em castanhas, peixes e óleos vegetais. Os ácidos ajudam a reduzir os níveis de triglicerídeos e colesterol ruim.

A própolis é uma espécie de cera que as abelhas extraem das árvores e usam para cobrir a entrada das colmeias.Os medicamentos específicos são indicados para reidratação e nutrição parenteral, além de antiácidos e protetores do fígado. A proposta pode ser consultada na página da Anvisa na internet. As sugestões também devem ser encaminhadas para a sede da agência, em Brasília.

Fonte:Agencia Brasil.

Ministério da Saúde quer que Exército reveja testes de HIV para ingresso na escola de sargentos.

Brasília - O Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde divulgou nota criticando as Forças Armadas por exigir testes de HIV para ingresso na Escola de Sargentos do Exército. Para o departamento, a decisão fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos e “precisa ser revista, pois não reflete a realidade de pessoas que vivem com HIV”.

“O fato de ter o HIV não necessariamente significa que a pessoa esteja inapta para o trabalho. Pelo contrário, o trabalho pode trazer mais qualidade de vida ao paciente com HIV e aids”, diz o comunicado. O Ministério da Saúde recomenda que o exame seja voluntário, confidencial e sigiloso.

Na nota, o departamento afirma também que a expectativa de vida das pessoas com aids têm aumentado. Um estudo encomendado pelo ministério, entre 1998 e 1999, constatou que a sobrevida de pessoas que têm a doença nas regiões Sul e Sudeste dobrou entre 1995 e 2007. Cerca de 2 mil pacientes adultos foram observados.

Em comunicado, o Ministério da Defesa alega não existir ilegalidade ou inconstitucionalidade na exigência de exames HIV para admissão nas Forças Armadas por conta das particularidades da atividade militar.

Segundo a Defesa, os militares estão sujeitos a situações em que possam sofrer sangramento, o que aumentaria as chances de contaminação da doença em outras pessoas - além de os militares serem doadores de sangue em potencial em treinamentos ou emergências.

“Em razão dessas características tão peculiares às atividades militares, sustenta-se a realização de teste de HIV como exame pré-admissional. A não admissão de seus portadores nas Forças Armadas almeja proteger tanto a saúde dessas pessoas como a saúde de terceiros, bem como assegurar a higidez e vigor dos treinamentos militares e do pleno emprego das tropas, sendo garantido o absoluto sigilo do resultado”, diz a nota do Ministério da Defesa.

Fonte:Agencia Brasil.
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Edição: João Carlos Rodrigues

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Saúde convocará grupo interministerial para discutir medidas de combate à dengue.

Rio de Janeiro - Diante da confirmação de três casos de vírus da dengue tipo 4 no país, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (13) que discutirá com um grupo interministerial medidas adicionais para "qualificar o controle".

Segundo Temporão, alguns estados tiveram alta prevalência de casos de dengue neste ano e podem voltar a preocupar no próximo verão, quando sobem os registros da doença. São eles: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, além de municípios paulistas.

Em relação ao Rio de Janeiro, que passou por uma epidemia em 2008, o ministro disse que decisões específicas foram tomadas. "O Rio também preocupa. Minha equipe esteve sentada com a prefeitura e o governo do estado, já estamos organizando uma série de medidas."

De acordo com Temporão, só a pasta investe R$ 1 bilhão no combate à dengue, em educação de profissionais e no atendimento aos pacientes infectados. "O trabalho não para. O país está preparado para enfrentar uma hipotética circulação do vírus 4 no próximo verão", reforçou.

Perguntado sobre a atuação da vigilância epidemiológica nas fronteiras, pois há suspeita de que o vírus do tipo 4 identificado em Roraima tenha vindo da Venezuela, o ministro informou que já é feito um trabalho de controle, inclusive, "de visita casa a casa" no estado.



Fonte:Agencia Brasil
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Edição: Juliana Andrade

Portadores de intolerância ao glúten se reúnem para alertar sociedade.

De acordo com estudo da Unifesp, de 214 brasileiros, um é celíaco.

De acordo com estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para cada grupo de 214 brasileiros, um é celíaco. A doença pode provocar repetidas internações e levar a pessoa à morte, se não for diagnosticada a tempo e de forma correta.

No Rio de Janeiro, a partir desta sexta, acontece o 9º Encontro Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Acelbras), cujo objetivo principal é promover a capacitação da sociedade celíaca no controle social, envolvendo o acompanhamento da gestão governamental e a execução das políticas públicas.

— Temos que exercer o nosso direito — afirmou hoje (12) a presidente da Federação das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), Nildes de Oliveira Andrade.

Os celíacos são pessoas portadoras de uma intolerância permanente ao glúten — proteína presente na maioria dos alimentos industrializados feitos a partir de trigo, aveia, centeio e cevada, inclusive o malte. A doença pode surgir em qualquer idade, disse Nildes.

— Temos um leque de doenças associadas que as pessoas poderiam não estar sofrendo, se tivessem uma investigação precisa. A osteoporose é uma delas.

Segundo a presidente da Fenacelbra, outros sintomas associados são anemia ferropriva, diarreia constante, baixa estatura e esterilidade.

— A consequência maior de um diagnóstico tardio é o câncer de todo o trato digestivo.

Os celíacos brasileiros já conseguiram, entretanto, um avanço. Desde setembro do ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) já conta com um protocolo clínico para a realização de exames que permitem o diagnóstico da doença.

Esse protocolo deve estar disponível em todas as unidades de pronto-atendimento do SUS nos municípios do país, ressaltou Nildes.

— Já é um avanço a gente ter esse diagnóstico, mas o difícil é a sociedade saber que tem esse serviço disponível.

Falta, segundo ela, maior divulgação e pesquisa em outras áreas, como o câncer de mama e sua relação com a doença celíaca.

O evento se estenderá até o próximo domingo e conta com apoio do Ministério da Saúde. A programação conta com palestras de representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Consaems) e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio de Janeiro (Consea/RJ).

Mais de 16 mil celíacos associados estão cadastrados na Fenacelbra, revelou a presidente da entidade.

Fonte:AGÊNCIA BRASIL

1º Sanga Saúde acontece no sábado.

A comunidade do bairro Sanga Funda recebe neste sábado (14) a primeira edição do Sanga Saúde, atividade promovida por alunos dos cursos de Enfermagem, Medicina e Serviço Social da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Na oportunidade, acontecerá vacinação contra a poliomielite, fornecimento de informações sobre prevenção e promoção da saúde, além de atividades artístico-culturais.

A vacinação contra a poliomielite será realizada a partir das 8h, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Quem for ao evento à tarde, entre 13h e 17h, poderá prestigiar apresentações musicais e se divertir com os brinquedos infláveis instalados no local. Os estudantes e profissionais integrantes do Programa de Educação pelo Trabalho (PET – Saúde da Família) desenvolvido na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Sanga Funda fornecerão à comunidade dicas sobre pré-natal, puericultura e doenças crônicas.

O 1º Sanga Saúde ocorre no CTG Unidos da Querência (avenida Ildefonso Simões Lopes, 4.840).

Fonte:Diário Popular.

Autoexame é mais eficiente antes dos 40

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte avaliaram que o custo-benefício de se submeter a mamografias antes dos 40 anos é baixo. Após examinar 117 mil mulheres de 18 a 39 anos que realizaram o exame entre 1995 e 2005 e acompanhá-las por um ano, aproximadamente, ficou constatado, que as pacientes apresentaram índices muito baixos de câncer de mama, mas se sujeitaram à indicação excessiva de novos exames, o que causou um investimento financeiro e emocional inútil.

Para se chegar a esses dados, os cientistas reduziram o universo de pesquisa para 10 mil mulheres de 35 a 39 anos. Nessa proporção, 1.266 teriam de realizar outros exames, 1.250 receberiam falsos positivos e somente 16 teriam um câncer detectado.

Com isso, os pesquisadores avaliam que o mais recomendado é o autoexame para aquelas com até 39 anos. Já a mamografia é recomendada como rotina a cada dois anos a partir dos 50 anos e que o exame clínico seja feito anualmente a partir dos 40.

Fonte:O Nacional-Passo Fundo.

30 de agosto: Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças.

Os acidentes representam a principal causa de morte de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos no Brasil. Para gerar alerta e ampliar a discussão sobre o tema, pelo segundo ano consecutivo, a Ong Criança Segura está convocando parceiros e instituições de todo o País a aderirem à campanha e unir esforços em benefício da causa. O Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças será lembrado no dia 30 de agosto.

O principal objetivo da campanha é que instituições organizem-se para desenvolver ações ligadas à prevenção de acidentes com crianças promovendo uma maior conscientização sobre o tema em suas comunidades. Todos podem participar. A ação pode ser um ato público na comunidade, uma atividade com alunos, um ensaio fotográfico sobre o tema, uma peça de teatro ou um documento direcionado ao prefeito da cidade, por exemplo.

Em 2009, a data foi lembrada por instituições de 10 cidades brasileiras, com palestras, materiais informativos, apresentações em locais públicos ou unidades de saúde e escolas.

A importância desta causa
Segundo DATASUS/Ministério da Saúde, em 2007 (dados mais atuais), 5.324 crianças de até 14 anos morreram vítimas de acidentes. A maior parte destes acidentes aconteceu no trânsito (2.134 mortes), seguido de afogamentos (1.382), sufocações (701), queimaduras (337), quedas (254), intoxicações (105), acidentes com armas de fogo (52) e outros (359).

No caso das hospitalizações por acidentes, foram 136.329 no total, a maior parte delas por quedas (73.455 internações), posteriormente, acidentes de trânsito (15.194), queimaduras (15.392), intoxicações (5.013), acidentes com arma de fogo (551), sufocações (548), afogamentos (528) e outros (25.648).

O acidente é uma séria questão de saúde pública que pode ser solucionada em 90% dos casos com ações de prevenção como a disseminação de informações sobre o tema, mudança de comportamento, políticas públicas que assegurem infra-estrutura e ambientes seguros para o lazer, legislação e fiscalização adequada.

Mais informações no site http://www.criancasegura.org.br/ .
 
Fonte: ClicRBS/Comunicação Portal Social

Vulnerabilidade do Brasil é grande, diz especialista sobre dengue.

Para diretor de centro de referência, casos de Roraima preocupam.
Instituto Evandro Chagas confirmou três casos do vírus tipo 4 no País.

A confirmação de três casos de dengue tipo 4 no Brasil trouxe à tona a preocupação de autoridades do Ministério da Saúde e de especialistas sobre a doença no país. Detectadas em quatro bairros diferentes de Boa Vista e diagnosticadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) de Roraima, amostras de soro foram levadas ao Instituto Evandro Chagas, em Belém, para contraprova.
Uma quarta análise, coletada de um morador do bairro de Pricumã, ainda aguarda o resultado, a ser divulgado na semana que vem. Entre as outras amostras, cinco são de dengue tipo 1 e uma do vírus 2. Os demais soros não atestaram a presença de doença, mas os procedimentos de cultura de coleta ainda não terminaram no IEC.

Identificado no Brasil pela primeira vez em 1981, o vírus não difere dos demais tipos causadores de dengue quanto aos sintomas que produz no corpo. O perigo trazido pelos casos de Roraima está no fato da população brasileira simplesmente não ser imunizada contra a dengue tipo 4. Ao surgir novamente em pessoas que já tiveram a doença causada pelos tipos 1, 2 ou 3, casos hemorrágicos podem surgir, podendo levar os pacientes à morte.

Preocupação
Para Luiz José de Souza, diretor do Centro de Referência da Dengue de Campos de Goytacazes (RJ), a situação da dengue no Brasil é preocupante. "Independente do quadro, a situação já é muito complicada, acredito que esse verão já deva contar com alguma epidemia aqui no sudeste", afirma o médico.
Para o especialista, mudanças de temperatura, chuvas frequentes e alagamentos são fortes indícios para novos surtos de dengue mesmo em cidades grandes como a capital paulista. "Pelo nosso conhecimento epidemiológico, acredito que São Paulo está prestes a receber uma epidemia de dengue", alerta o especialista. "Acredito que neste verão já sejam registrados casos."
Sobre o vírus VDEN-4, Luiz afirma que o caso ainda está isolado em Roraima, mas requer cuidado especiais já que a vulnerabilidade do país é grande. "No passado, a circulação de pessoas era muito menor e mesmo assim estados como o Rio de Janeiro tiveram surtos de dengue", explica o diretor do CRD. "No caso dessa nova versão do vírus, todos os habitantes do Brasil são vulneráveis."

"O VDEN-4 entrou no Brasil em 1981, também em Boa Vista, mas foi minimizado pela presença do tipo 1, que quatro anos mais tarde se espalhou a ponto de chegar ao Rio de Janeiro", afirma Luiz.


Identificação do vírus
As cepas do VDEN-4 isoladas no IEC foram identificadas com exemplares isolados na Venezuela na última década, representantes do genótipo 2 do vírus.Para realizar a confirmação, o vírus foi isolado por meio da introdução de soros dos suspeitos de terem contraído dengue em uma cultura de clones das células de mosquitos Aedes albopictus conhecida como C6/36. A nota técnica do Ministério da Saúde sobre os casos de Roraima, ao citar o "padrão ouro", faz referência a este tipo de diagnóstico laboratorial.

O IEC também utiliza uma técnica molecular conhecida como RT-PCR, que reconhece o vírus por meio de fragmentos do genoma.Segundo Pedro Fernando Vasconcelos, chefe do Departamento de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do IEC, no caso do vírus 4, o isolamento feito em Belém é necessário para confirmar a doença e esclarecer qualquer dúvidas sobre a circulação pelo Brasil.O procedimento justifica, segundo o especialista, a refutação de casos como os identificados em 2008 na capital do Amazonas, rejeitados como amostras de VDEN-4 pelo IEC. "A confirmação laboratorial das amostras procedentes de Manaus foram negativas para o tipo 4 tanto no IEC como pela Fiocruz, no Rio de Janeiro", afirma Pedro. "Provavelmente o que aconteceu naquele caso foi contaminação laboratorial."

Combate em Roraima
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, foram intensificados os trabalhos de combate ao vírus desde a identificação do caso índice no dia 30 de julho pelo Lacen local. Na próxima semana, serão instaladas ovitrampas, vasilhas plásticas com água e um composto bioquímico, usadas como armadilhas aos mosquitos responsáveis pela transmissão do vírus.

Mosquitos da dengue desovam um recipientes com água parada como tampas de garrafas e pneus. Os ovos caem na água depois de três dias para o nascimento das larvas começa, mas também podem permanecer até 450 dias no recipiente antes da geração de novos exemplares do mosquito. É possível que mesmo um pneu seco contenha ovos e que consiga dar origem a larvas durante o próximo contato com a água.
O Lacen de Roraima recebeu 30 kits laboratoriais adicionais para realização de novos exames por um período de trinta dias. Na capital, equipes orientadas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual de Saúde, fazem buscas ativas, controle focal para eliminação de criadouros nos bairros dos casos índices, borrificação, aplicação de questionários e ações de educação em escolas.
Até o dia 12 de agosto, o estado apresentava 8.242 notificaçações de dengue, com 5 mil confirmações e 223 casos graves de doença. No mesmo período do ano passado, eram 5.131 notificacações, 2.745 casos confirmados, com 142 graves.

Fonte:G1